Publicidade

Abu Dhabi: Do desespero de Rosberg à glória de Hamilton em poucos segundos

Gaspar Ribeiro Lança · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab desportos motorizados

Uma coisa era certa à entrada para o último Grande Prémio da temporada: seria um Mercedes a festejar o título de campeão mundial de 2014. E, tão certo quanto esse ser o único dado adquirido, foi a passagem do desespero à glória em poucos segundos. No final, foi Lewis Hamilton a subir ao mais alto lugar do pódio para festejar não só a vitória em Abu Dhabi como o seu segundo troféu na Fórmula 1.

Depois de toda uma temporada intensa, dramática, histórica, esperava-se uma última de cortar a respiração. Se Rosberg partia na frente, Hamilton podia contentar-se com o segundo lugar pois, mesmo valendo os pontos o dobro, seria suficiente para se sagrar campeão. O segredo para o conseguir? Querer mais. E assim, logo no arranque, tomou a primeira posição rumo a um título que, na primeira volta, já não lhe fugiria.

Em Abu Dhabi, à medida que o sol recolhia e dava lugar à tão característica e apaixonante iluminação do circuito da Yas Marina, houve de tudo mas acabaram por ser os problemas mecânicos no Mercedes de Rosberg a assumir maior destaque. Ainda assim, e como o próprio confessava a dada altura à equipa que a ele se desculpava, “não faria diferença nem seria suficiente ter o carro bom.”

Afinal, lá na frente Hamilton rodava tranquilamente no primeiro posto, apenas seguido de Massa que assim consumava uma excelente época para a Williams. E o ‘passeio’ de Lewis a bordo do seu Mercedes na tarde deste domingo é a imagem perfeita para descrever a fase final da temporada do piloto britânico que, desde o incidente com o seu colega de equipa em Spa, não mais perdoou: depois dos cinco triunfos consecutivos, a consumação de uma temporada de sonho com a vitória nos Emirados Árabes Unidos.

Rosberg, por sua vez, foi vítima da sua própria squadra, que colocou o desespero de lado para rapidamente passar a saborear os momentos de glória. Não podia ser de outra forma: no final, um dos pilotos sairia cabisbaixo, o outro pela porta grande. Coube ao alemão o papel menos desejado mas, também, um dos momentos mais bonitos do dia — a subida à sala pré-pódio para congratular o seu colega de equipa.

E assim, com a dobradinha da Mercedes em 2014, chega ao fim mais uma temporada de Fórmula 1. Com Hamilton lá bem no alto e Nicole Scherzinger, a sua namorada, acompanhada de toda a família e equipa e em grande destaque no circuito de Abu Dhabi. Agora, é tempo de celebrar mais uma época histórica e descansar as baterias.

Gaspar Ribeiro Lança

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.