Escrevem os Leitores: Declínio Bávaro?

Por Miguel Laezza Agosto 4, 2017, em Escrevem os Leitores

Escrevem os Leitores: Declínio Bávaro?

Cabeçalho Liga Alemã

Depois de na temporada transata ter-se tornado no primeiro pentacampeão da Bundesliga com uma diferença acentuada para os seus principais opositores à conquista do trono no futebol alemão (para surpresa generalizada, foi o RB Leipzig a coletividade que mais luta deu ao gigante da Baviera, ainda que, na classificação final, tenha ficado a 15 pontos da 1ª posição), o Bayern de Munique apresenta um registo de resultados nesta pré-época que, no mínimo, deve gerar alguma apreensão aos dirigentes do colosso germânico.

Posteriormente a verem dois campeões do Mundo pelas suas respetivas seleções a anunciarem de forma simultânea o pousar das chuteiras (refiro-me, obviamente, a Philipp Lahm e Xabi Alonso), o Bayern decidiu ir ao mercado e adquiriu 4 novos jogadores:

os alemães Niklas Süle e Sebastian Rudy, ambos vencedores da Taça das Confederações deste ano, provenientes do Hoffenheim, o francês Corentin Tolisso oriundo do Lyon e o colombiano James Rodríguez, que acabara de se sagrar bicampeão europeu pelo Real Madrid.

A aquisição a título de empréstimo por duas épocas do anterior número 10 dos ‘merengues’ (agora, essa dorsal pertence ao croata Luka Modrić) e melhor marcador do Mundial 2014 disputado no Brasil foi, até ao momento, a suprema contratação da equipa de Munique. No entanto, essa mesma obtenção implicou que Douglas Costa, internacional pela ‘canarinha’, fosse cedido à hexacampeã italiana e finalista vencida da última edição da Liga dos Campeões, Juventus.

Carlo Ancelotti tem muito em que pensar Fonte: FC Bayern Munique

Carlo Ancelotti tem muito em que pensar
Fonte: FC Bayern Munique

Tudo se conjugava para mais uma temporada de domínio bávaro, pelo menos, por terras germânicas e a atuação na Telekom Cup até foi condizente com todo este poderio: Triunfos por 1-0 sobre o Hoffenheim e por 2-0 perante o Werder Bremen.

Não obstante, a International Champions Cup era a próxima prova a disputar e, desta feita, a resposta do Bayern esteve longe de ser brilhante: Desaires face aos dois colossos de Milão (0-4 diante do Milan e 0-2 frente ao Inter), empate contra o Arsenal do ilustre Arsène Wenger (no desempate através da marcação de grandes penalidades, a turma de Ancelotti perdeu por 2-3) e vitória por 3-2 sobre o atual campeão inglês, Chelsea.

Resumidamente, nas 4 partidas que realizou em solo asiático, a percentagem de êxito do titã alemão foi de 25%, ou seja, cifras nada habituais por aquelas bandas.

E se a situação já requeria uma análise cuidada por parte de “Carletto” e do seu staff, tudo se agravou com a participação na Audi Cup.

No Allianz Arena, na presença dos seus fervorosos adeptos, o Bayern de Munique não só falhou o acesso à final deste prestigiado torneio (revés indigesto de 0-3 diante do Liverpool de Jürgen Klopp, ele que já tinha sido uma espécie de ‘besta negra’ dos bávaros aquando da sua passagem pelo comando técnico do Borussia Dortmund), bem como escorregou no jogo de atribuição do 3º lugar (derrota por 0-2 perante o Nápoles do ex-bancário fumante e “Panchina d’Oro”em 2015/2016, Maurizio Sarri).

Balanço geral: 2 dias de anômalo pesadelo.

Estará o Bayern a sofrer uma efêmera crise de identidade, onde a afinação do hipotético ‘rolo compressor’ resolverá a maioria dos contratempos ou tratar-se-á de algo muito mais complexo de se solucionar?

O certo é que a época oficial do clube arranca já amanhã, com a discussão da Supertaça da Alemanha. O plantel às ordens de Carlo Ancelotti irá defrontar o seu rival de décadas, o Borussia Dortmund, que esta temporada trocou de treinador (saiu Thomas Tuchel e entrou Peter Bosz, que deixou as rédeas do Ajax depois de ter perdido a final da Liga Europa diante do Manchester United de José Mourinho) e este será o teste ideal e o momento mais oportuno para o conjunto da Baviera deixar um ‘feedback’ positivo junto dos seus fãs, num 2017/2018 que se avizinha… extenso.

Foto de Capa: FC Bayern Munique

Miguel Laezza
O Miguel Laezza venceu o corta-mato escolar por seis vezes consecutivas. Contudo, o que devemos destacar aqui é o facto de ter sido em escolas diferentes. Com a bola nos pés, é capaz de fazer uns bons truques de 'freestyle'. Talvez por isso e por parecenças de rosto que todo o Mundo identificava tenha sido apelidado de "CR Jr" na sua adolescência. Graças a conhecimentos VIP, ele já teve o privilégio de assistir ao dérbi madrileno no Santiago Bernabéu, bem como é possuidor das chuteiras de um Campeão do Mundo em 2014 e de outro Campeão da Europa em... 2016. Por fim, confessa que aguarda sofregamente o voltar aos títulos do seu inigualável Futebol Clube do Porto no que ao futebol profissional diz respeito.                                                                                                                                                 O Miguel escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
Miguel Laezza

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