Rogério Ceni: o retorno do mito ao Morumbi

Por César Mayrinck Abril 17, 2017, em Liga Brasileira

Rogério Ceni: o retorno do mito ao Morumbi

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O goleiro Rogério Ceni encerrou a sua carreira de jogador de futebol no final da temporada de 2015, aos 42 anos. Como atleta Ceni teve uma carreira brilhante. O ex-goleiro chegou ao São Paulo em 1990 – vindo do modesto SINOP-MT – e aos 17 anos integrou a base do clube paulista. Promovido ao time profissional em 1992, o arqueiro tricolor começava a dar os seus primeiros passos rumo à glória. Porém, a titularidade aconteceu apenas em 1997 – quando o então titular Zetti se transferiu para o Santos – e desde então não saiu mais da meta da equipe. Ao todo Ceni fez 1.214 jogos na carreira – 1.197 pelo São Paulo e 17 pela Seleção Brasileira – e é o goleiro que mais fez gols na história do futebol mundial (129 gols no total). Rogério Ceni ainda coroou a sua brilhante carreira vencendo uma Copa do Mundo (2002), uma Libertadores (2005) e um Mundial de Clubes (2005).

Após anunciar oficialmente a sua aposentadoria como jogador, Ceni decidiu investir na carreira de treinador e passou o ano de 2016 realizando cursos – aplicados pela Federação Inglesa de Futebol – em Londres. Nas suas folgas acompanhava alguns treinos dos maiores treinadores do momento no velho continente. Pep Guardiola, Jürgen Klopp, Jorge Sampaoli, Carlo Ancelotti e Claudio Ranieri foram alguns dos treinadores que tiveram seus trabalhos acompanhados por Ceni.

Rogério Ceni ao lado do treinador alemão Jürgen Klopp (Liverpool) durante o período que estudava para ser treinador de futebol.  Fonte: Globoesporte.com

Rogério Ceni ao lado de Jürgen Klopp durante o período em que estudava para ser treinador
Fonte: Globoesporte

De volta ao Brasil o novo treinador assumiu o São Paulo. A contratação de Ceni pelo Tricolor Paulista não foi surpresa, pois após várias tentativas frustradas com outros treinadores, inclusive estrangeiros, o São Paulo buscou em Rogério Ceni a tranquilidade para iniciar um trabalho. A escolha da diretoria foi acertada. Realmente o único treinador que poderia assumir o comando do time e ter mais tempo para mostrar resultados era o ex-camisa 1 São Paulino.

O “Mito” – como é conhecido pela torcida – assumiu a equipe no dia 08.12.16. Já se passaram quatro meses de trabalho e o time oscila na temporada. Em 22 jogos são dez vitórias, nove empates e três derrotas. O time está na semifinal do Campeonato Paulista e na quarta fase da Copa do Brasil. Porém, na competição nacional o São Paulo perdeu por 2 x 0 – no Morumbi – para o Cruzeiro no jogo de ida e agora precisa de um milagre para eliminar o time mineiro em Belo Horizonte. Apesar de uma possível eliminação na Copa do Brasil, a torcida Tricolor continuará apoiando o trabalho do Rogério Ceni – com certeza não teriam a mesma paciência após uma eliminação se fosse outro treinador – e acredito que esse apoio só não permanecerá se o São Paulo for muito abaixo do esperado no Campeonato Brasileiro. Essa paciência em relação ao seu trabalho só tem a beneficiar o time, pois permite ao treinador colocar em prática toda a sua metodologia e os seus conhecimentos.

O time desse ano apresenta uma melhora tática em relação a equipe comandada pelo ex-treinador Ricardo Gomes. A principal qualidade da equipe atual é a transição da defesa para o ataque quando o time recupera a bola. O meia Cícero, ex-Fluminense, e principalmente o atacante Lucas Pratto, ex-Atlético Mineiro e titular da Seleção Argentina, foram as principais contratações do São Paulo para 2017. Entretanto, o melhor jogador do time continua sendo o atacante peruano Andrés Chávez. Quando o titular da Seleção Peruana não está em campo o Tricolor sente grande dificuldade para articular as suas jogadas ofensivas. Ainda é cedo para darmos um parecer definitivo do trabalho do Rogério Ceni no São Paulo, mas o início é promissor e interessante

 

Dedico esse artigo ao grande jogador da Seleção do Panamá Amílcar Hernandez que foi assassinado no último sábado (15.04.17).

Foto de capa: esportes.ig.com.br

César Mayrinck
Enquanto criança queria ser jogador de futebol e para o bem dos torcedores do Atlético Mineiro não foi aprovado no teste. Encontrou nas palavras a melhor maneira de se expressar sobre a sua paixão, o futebol. Amante do futebol brasileiro e do futebol alternativo, acorda facilmente às três horas da madrugada para ver um jogo do campeonato neozelandês.                                                                                                                                                 O César escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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