‘Qué pasa, Barça?’

Por Rafael Simões Janeiro 11, 2017, em Liga Espanhola

‘Qué pasa, Barça?’

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Vencedor da liga espanhola seis vezes nas últimas oito edições da prova, o Barcelona atravessa uma fase menos boa na temporada e as vozes de contestação continuam a aumentar semana após semana. Apesar de ter um dos melhores plantéis dos últimos anos – houve uma clara preocupação dos blaugrana em aumentar a profundidade do elenco às ordens de Luis Enrique -, a verdade é que o conjunto do treinador espanhol vive dias conturbados e já há quem peça uma troca no comando técnico da equipa.

Depois de um verão em que o Barça atacou o mercado de transferências em força com o intuito de apetrechar um plantel já por si só cheio de bons valores, o principal clube da Catalunha juntou quantidade à qualidade, mas os resultados não têm sido os melhores. Luis Enrique viu chegar ao seu plantel Cillessen, Umtiti, Digne, Denis Suárez, André Gomes e Paco Alcácer, ficando com praticamente duas opções para cada posição, excetuando o posto de lateral direito que viu sair Dani Alves e que conta com um Vidal que não se tem mostrado uma alternativa credível ao adaptado Sergi Roberto. Todos sabemos que jogadores como Messi ou Iniesta nunca têm substitutos à altura, mas esperava-se muito mais de um plantel com estes recursos.

Inspiração de Messi não foi suficiente para levar de vencido o Villareal Fonte: SportSkeeda

Inspiração de Messi não foi suficiente para levar de vencido o Villareal
Fonte: SportSkeeda

Na La Liga, o Real Madrid tem cinco pontos de vantagem (que podem ser oito se vencer o jogo em atraso) e como as coisas estão, dificilmente o Barça conseguirá alcançar o título do qual tem sido o crónico vencedor no passado recente. A equipa tem demonstrado dificuldades em jogos que, à priori, deveria ganhar com relativa facilidade – principalmente em Camp Nou - tal é a diferença de qualidade para os seus oponentes, e nos momentos decisivos com os seus oponentes tem vacilado – cedeu empates em casa com o Real e o Alético de Madrid.

A cumprir a terceira época ao serviço do clube catalão, Luis Enrique já afastou um bocado a equipa da identidade tiki taka – os intérpretes também são outros -, e depois de duas bocas épocas, principalmente a primeira, a equipa parece agora algo agastada com as ideias do seu treinador. Com um jogo menos trabalhado e mais objetivo, o campeão espanhol parece bloquear quando encontra adversários que jogam com um bloco muito baixo e denso, e tem dificuldades em contrariar esse mesmo bloco. Costuma dizer-se que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura, mas esse não tem sido o caso do Barça muitas vezes esta época. Se não marcar cedo, o adversário fecha-se cada vez mais e a equipa tende muitas vezes a entregar o rumo do jogo aos três da frente, como se a responsabilidade recaísse toda naquele sector. Bem sei que a qualidade da MSN obriga sempre a responsabilidades acrescidas, mas não explica tudo. Um conjunto deste gabarito não pode estar dependente da capacidade de desequilíbrio de Neymar, do killer instinct de Suárez ou da genialidade de Messi. Pede-se mais, muito mais.

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rafael-simoes
Benfiquista de alma e coração, mas acima de tudo adepto de bom futebol, adora o jogo desde que se lembra de ser gente. Estudante de Comunicação Social, é capaz de passar horas a fio a devorar futebol, considerando-se um romântico do desporto rei. Recusa-se a discutir arbitragens e simpatiza com o Liverpool, muito por culpa da lenda do clube, Steven Gerrard. Espera um dia ser jornalista desportivo e olha para o futebol como uma arte que embeleza a vida.                                                                                                                                                 O Rafael escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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