Manchester United 2-0 Chelsea FC: À terceira foi de vez

Por Guilherme Costa Abril 16, 2017, em Liga Inglesa

Manchester United 2-0 Chelsea FC: À terceira foi de vez

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Em dia de Páscoa, o Old Trafford recebeu um clássico do futebol inglês que desperta grandes emoções nos adeptos ingleses e não só: Manchester United e Chelsea tinham encontro marcado para as 16h. Este encontro seria especial para o português José Mourinho, devido ao seu passado nos Blues, que contou com duas passagens no comando técnico da equipa londrina e alguns troféus conquistados, embora a última passagem tenha terminado de forma inglória e envolta de alguma polémica. Desde o início da presente temporada, em que aceitou o desafio de tentar levar de novo o United aos seus tempos de glória com Sir Alex Ferguson, Mourinho já se cruzou com a sua antiga equipa por duas ocasiões (Premier League e FA Cup) e saiu derrotado em ambos os confrontos.

Esta seria a derradeira oportunidade para o português bater os seus anteriores pupilos e provar que os Red Devils ainda estão vivos na luta pela qualificação para a Liga dos Campeões da próxima época. Quanto ao Chelsea de Antonio Conte, caso vencesse a partida de hoje daria um passo gigante rumo à recuperação do título de campeão, perdido na época passada para o surpreendente Leicester.

Após disputar, durante a semana, a partida frente ao Anderlecht para a Liga Europa, o treinador português decidiu surpreender e deixou no banco de suplentes Ibrahimovic e Mkhitaryan, que têm tido prestações bastante positivas nos últimos jogos. O treinador italiano do Chelsea apostou praticamente no mesmo 11 que bateu o Bournemouth na jornada anterior por 1-3, à exceção do guardião Begovic que substituiu o lesionado Courtois e de Zouma por troca com Alonso.

Com um espetacular ambiente criado pelos adeptos presentes nas bancadas, o encontro entre os dois rivais começou a um ritmo lento e sem o aparecimento de remates com perigo para os guarda-redes. Mas seria logo aos 7’ que a equipa da casa se adiantaria no marcador: Rashford isolado por um grande passe de Ander Herrera bateu um desamparado Begovic. O 1-0 fez soltar a festa dos adeptos da antiga equipa de Giggs, Beckham, Cristiano Ronaldo, entre outros. O golo madrugador do jovem ponta-de-lança inglês tranquilizou o United, o que permitiu fazer uma boa circulação da bola pelos elementos vestidos de vermelho e estagnar por completo uma possível reação imediata azul ao tento tão cedo sofrido. Passados os quinze minutos iniciais, o Chelsea quase não tinha conseguido criar uma ocasião digna de registo, fazendo com os homens mais adiantados (Pedro Rodriguez, Hazard e Diego Costa) tivessem de recuar no terreno para vir buscar jogo e conduzir a bola até à área adversária.

Aos 17´, Young podia ter feito o 2-0, mas o seu remate-cruzamento não levou a direção desejada. O Chelsea tentava fazer o seu primeiro remate no jogo, mas ora por falha do último passe ou por atenção dos médios do Manchester a intercetar eficazmente os ataques adversários, a equipa líder da Premier League ainda não tinha posto à prova David de Gea.

Aos 28’, Young tentou de novo visar a baliza de Begovic, contudo a sua tentativa não constitui perigo para o titular na baliza dos Blues. Até aos 30’, apesar de estar 1-0 no marcador, o jogo ainda não tinha suscitado grandes motivos de interesse para o público, uma vez que o jogo se concentrou maioritariamente no meio-campo, com a maior preocupação dos jogadores a ser não cometer erros que pudessem comprometer a sua respetiva equipa, daí não terem surgido excelentes oportunidades para aparecerem mais golos. Apesar disso, o conjunto caseiro parecia estar mais confortável no jogo, não só pela vantagem obtida mas também por estar a conseguir manter longe da sua zona defensiva o trio atacante do Chelsea., o que possibilitava gerir tranquilamente o rumo dos acontecimentos.

Gary Cahill aos 41’ quase fez autogolo, ao tentar cortar um cruzamento de Rashford, mas a bola passou por cima da sua baliza. Até ao apito de Robert Madley, pouco mais de ação houve para acrescentar ao jogo, a não ser o primeiro da equipa visitante feito por Diego Costa aos 45+1’, e o árbitro apitaria pouco tempo depois para o fim da 1.ª parte. O intervalo chegava com 1-0 no marcador a favor do Manchester United, que sem fazer uma exibição espetacular, mostrou ser a equipa mais segura e controladora e ia justificando a vantagem mínima alcançada no início do jogo. O Chelsea precisaria de mostrar mais e melhor, caso quisesse fazer o pleno de vitórias frente aos Red Devils.

Festejos do primeiro golo dos Red Devils Fonte: GettyImages

Festejos do primeiro golo dos Red Devils
Fonte: GettyImages

Nenhum dos treinadores fez qualquer alteração tática, e a 2.ª parte começou com os mesmos 22 jogadores de campo. Seria interessante perceber se o Manchester conseguiria manter ou aumentar a sua vantagem ou se o Chelsea teria uma prestação melhor do que a demonstrada nos primeiros 45’. Como se observou na 1.ª parte, o United voltou a marcar logo no começo da 2.ª parte: após assistir no primeiro golo, Ander Herrera aos 49’ rematou para o 2-0, com ajuda de alguns ressaltos dos defesas do Chelsea. O segundo golo iria obrigar o Chelsea a ter de correr atrás do prejuízo, com vista a manter uma boa vantagem pontual para o 2.º classificado, o Tottenham. Aos 51’, Lingard podia ter dilatado a vantagem, mas sua intenção passou longe da baliza de Begovic.

Para tentar ter mais posse de bola, Conte fez entrar Fàbregas para o lugar de Moses, naquela que foi a primeira substituição do jogo. Os minutos seguintes ao golo de Herrera trouxeram uma grande estabilidade ao jogo da equipa de Mourinho que, apesar de ter entregue o controlo do jogo ao seu adversário, conseguiu continuar a manter o trio atacante formado Hazard, Costa e Rodriguez a seco e longe de David de Gea. Com o objetivo de continuar a controlar as tentativas de ataque dos Blues, o experiente Carrick foi lançado para render Lingard. Aos 60’, Rashford quase bisou no encontro, embora o seu remate tenha ido parar às malhas laterais. Quatro minutos depois, Pedro Rodriguez fez o terceiro remate para a sua equipa, mas a bola voltava a passar longe da baliza. Willian seria posto em campo pelo treinador italiano aos 66’ para serem criadas mais oportunidades de golo, mas quem teve perto de matar a partida foi novamente Rashford que, após uma boa jogada individual, rematou já dentro de área para uma defesa segura de Begovic.

À entrada dos últimos 15’, o Chelsea continuava sem conseguir levar perigo à baliza do Manchester United, muito por culpa da grande cooperação dos pupilos de José Mourinho que, a partir deste momento, defendiam todos juntos, até mesmo os jogadores mais avançados no terreno. Mesmo assumindo uma postura mais defensiva nos últimos minutos do jogo, o United não deixava de aproveitar as oportunidades para partir rapidamente para o contra-ataque, através da velocidade de Ashley Young e Marcus Rashford. Aos 83’, houve uma substituição para ambos os conjuntos: Ibrahimovic entrou para substituir Rashford, com o intuito de segurar a bola na frente de ataque, ao passo que Conte tirou Zouma e colocou Loftus-Cheek para ter mais membros na zona ofensiva.

O relógio ia-se aproximando rapidamente para o final da partida, e era impressionante verificar que o líder da Premier League tinha sido incapaz de criar um boa jogada ofensiva ao longo do jogo, o que é um facto importante de ser referido dado que o Chelsea tem impressionado a crítica pelas boas exibições realizadas nas jornadas anteriores. Após 4’ de compensação, o juiz da partida dava por terminado o clássico entre Manchester United e Chelsea. O 2-0 final no marcador simbolizava a primeira vitória de Mourinho e mantém intactas as aspirações dos Red Devils em se qualificar para a Liga dos Campeões. Quanto o Chelsea, precisa rapidamente de esquecer a partida de hoje e concentrar-se rapidamente em manter a sua vantagem de 4 pontos para o Tottenham.

Foto de capa: GettyImages

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Guilherme Costa tem 19 anos e é estudante da área de Gestão. É um amante de qualquer modalidade desportiva, embora seja o futebol que o faz vibrar mais intensamente. Adepto desde que nasceu do Sport Lisboa e Benfica, clube que o faz ficar feliz quando ganha ou com insónias quando perde. Gosta bastante de rir e de fazer rir as pessoas que o rodeiam, daí acompanhar com bastante regularidade tudo o que envolve o humor.                                                                                                                                                 O Guilherme escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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