O Vice Campeão Europeu que poucos conhecem – Entrevista a Bruno Magalhães

Por Francisca Carvalho Novembro 16, 2017, em Desportos Motorizados

O Vice Campeão Europeu que poucos conhecem – Entrevista a Bruno Magalhães

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Foi em Oeiras que Bruno Magalhães nos recebeu. O vice-campeão europeu de ralis teve a sua melhor temporada, a nível de resultados no estrangeiro, mas lamentou o azar do Chipre e a falta de apoios que teve ao longo da temporada, que, para já, ainda não lhe permite garantir a próxima temporada.

Bola na Rede (BnR): Para quem não conhece tão bem o Bruno Magalhães, como e porque nasceu a paixão pelos ralis?

Bruno Magalhães (BM): A paixão nasceu por tradição familiar – o meu pai fazia ralis – e eu, desde os seis anos, comecei a ir ver os ralis do meu pai. Portanto, se eu quando era miúdo gostava de jogar à bola e tinha aquela paixão toda pelo futebol, a partir dos meus 12/13 anos, aquilo que eu queria era fazer ralis e o meu sonho foi virado para os ralis; tinha aquela ideia do futebol, e até tinha jeito, mas, quando conheci o mundo das corridas, esqueci logo o futebol.

BnR: Quando foi o primeiro rali que fizeste?

BM: O meu primeiro rali foi em 1999, na altura tinha 18 anos, e foi o Rali Portas de Ródão, com um Volkswagen Golf GTi.

BnR: Preferes ralis de terra ou de asfalto? Quais as particularidades de cada piso?

BM: Sinceramente, gosto dos dois, são pisos muito diferentes. Enquanto a condução em terra dá muito gozo porque o carro anda sempre a escorregar e de lado, o asfalto, quando é um asfalto bom, dá muito prazer – temos que andar no limite e à procura do décimo de segundo, que é uma coisa que na terra não acontece tanto. Normalmente, quando faço dois ralis de asfalto seguidos, tenho saudades de conduzir na terra, se faço dois ralis de terra seguidos, tenho saudades de conduzir no asfalto. De facto, o único piso que ainda não experimentei a 100% foi neve – já fiz o Rali de Monte Carlo com neve, mas era neve em cima de alcatrão, portanto é diferente. Gostava de fazer um rali verdadeiramente de neve, com aqueles pregos grandes, que é quando é neve em cima de terra. Se me perguntasses qual era o rali que eu mais gostava de fazer e que ainda não fiz, diria que é o Rali da Suécia.

Bruno Magalhães com a equipa oficial da Peugeot Fonte: Bruno Magalhães

Bruno Magalhães com a equipa oficial da Peugeot
Fonte: Bruno Magalhães

BnR: A chegada à equipa oficial da Peugeot foi o momento mais determinante da tua carreira?

BM: Claro que sim. Nessa altura eu ainda era bastante novo, e foi isso que me permitiu alcançar os títulos que tenho e, portanto, esse foi o ponto fundamental, até porque estava numa altura em que, a nível pessoal, não conseguia suportar mais os custos, que eram cada vez mais elevados. Foi com a entrada na Peugeot que consegui tornar-me profissional e, nessa altura, as coisas correram-me bastante bem – foi o que me permitiu ter a carreira que tenho hoje.

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Aos 20 anos, a Francisca gosta de dar pontapés na bola, mas evita os pontapés na gramática. É uma confessa adepta do Sporting e grande fã de desporto, em especial futebol e ténis, embora não saiba o suficiente para escrever sobre qualquer um deles.                                                                                                                                                 A Francisca não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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