2017/18: A Temporada de Óliver Torres?

Por Francisco Sampaio Julho 9, 2017, em FC Porto

2017/18: A Temporada de Óliver Torres?

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fc porto cabeçalhoÓliver Torres, para além de ser o segundo futebolista mais caro de sempre em Portugal, é também um dos mais geniais jogadores da história recente do FC Porto. O pequeno espanhol parece ter sido parado na sua evolução pelo “kick and rush” imposto por Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres mas, com um treinador capaz de potenciar as suas qualidades este pode, no futuro, figurar entre os jogadores mais caros a transferir-se do futebol português.

Óliver é, atualmente, o potencial melhor médio da Liga NOS. A sua capacidade para ler o jogo, decidir em função do mesmo e executar com precisão, não tem par no campeonato português. O espanhol vê mais e mais rapidamente do que qualquer outro futebolista a atuar em Portugal e, com a sua capacidade de passe, consegue quebrar linhas com uma tremenda facilidade. É ele o motor do momento ofensivo do FC Porto, a “casa de máquinas” do meio campo azul e branco, o homem pelos pés de quem passa todo o jogo ofensivo da equipa. O que lhe falta em capacidade física, entenda-se, atlética, sobra-lhe em capacidade para perceber tudo o que se passa em seu redor e posicionar-se de forma a antever as mais diversas situações de jogo.

Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres

Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres

Porém, Óliver precisa de um modelo de jogo que privilegie o seu jogar, entenda-se, com foco na organização em posse e na tomada de decisão. Com Nuno Espírito Santo e o seu futebol demasiado direto e privilegiando os duelos individuais em todas as zonas do terreno de jogo, o pequeno génio espanhol foi perdendo a sua influência na equipa e no futebol praticado pelo FC Porto. Deixou de ser ele quem pautava o ritmo do jogo, deixou de ser ele a ligar o jogo ofensivo da equipa, em suma, desapareceu a “casa de máquinas” do meio campo do FC Porto. Muitos afirmam que Óliver esteve aquém do potencial que lhe é reconhecido quando, na verdade, o que se verificou foi uma significativa incompatibilidade entre as caraterísticas do jogador e o modelo de jogo (se é que pode dizer-se que o FC Porto de Nuno Espírito Santo tinha um modelo de jogo definido) preconizado pelo seu treinador.

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Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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