Dínamo Kiev 2-2 FC Porto: FC Porto desperdiça pé quente de Aboubakar

Por Nuno Ribeiro Margarido Setembro 16, 2015, em FC Porto

Dínamo Kiev 2-2 FC Porto: FC Porto desperdiça pé quente de Aboubakar

hic sunt dracones

A maior competição europeia de clubes está de volta! E, com o regresso da Liga dos Campeões, regressa também o FC Porto, que ousou, no ano passado, chegar aos quartos-de-final. Depois da vitória em Arouca, a equipa de Lopetegui apanhou o avião até à capital da Ucrânia para defrontar o Dínamo Kiev.

O Estádio Olímpico de Kiev foi o palco da estreia dos dragões na edição de 2015/16 da Liga dos Campeões. Uma estreia com imensas novidades. Para além de Indi no centro da defesa, devido ao castigo de Marcano, Julen Lopetegui alinhou com um meio campo composto por Danilo, Rúben Neves, Herrera e André André. Na frente? Brahimi a fazer companhia a Aboubakar.

Para além disso, destaque também para o facto de o FC Porto vestir de “cacau” e da presença do treinador portista Julen Lopetegui na bancada, com Rui Barros a comandar a equipa no banco de suplentes.

Apesar de uma pobre primeira parte, o primeiro sinal de perigo surgiu logo aos nove minutos, fruto de uma falha individual do guardião portista. Após um canto marcado por Miguel Veloso, Casillas tenta agarrar a bola mas deixa-a escapar, deixando-a à mercê dos jogadores do Dínamo Kiev, e Maxi deu o corpo às “balas” antes de Casillas corrigir o erro.

O jogo continuava lento, sem ideias, com poucas ocasiões de perigo e muitas perdas de bola. Os anfitriões demonstravam qualidade a sair com a bola controlada das zonas de pressão, e assim nasceu o primeiro golo, aos 20 minutos. No lado direito do ataque, Garmash consegue furar a defensiva portista e cruza rasteiro para a área. Miguel Veloso falha o primeiro remate mas a bola acaba por sobrar para Gusev, que, livre de marcação, consegue bater Casillas e inaugurar o marcador.

A resposta do FC Porto foi imediata. Três minutos volvidos, Maicon descobre Layún na esquerda do ataque. O lateral esquerdo consegue ultrapassar o primeiro adversário e acaba por cruzar com conta, peso e medida para a cabeça de Aboubakar e para o golo do empate.

Já em cima do intervalo, o Dínamo conseguiu demonstrar o grande buraco existente na defesa do FC Porto. Gusev cruza para o coração da área, onde aparece Garmash a rematar para uma enorme defesa de San Iker. Empate a uma bola ao intervalo e o FC Porto sem convencer na Ucrânia.

Era intensa a luta pela posse de bola Fonte: Facebook Uefa

Era intensa a luta pela posse de bola
Fonte: Facebook Uefa

O primeiro sinal de perigo após o descanso surgiu apenas aos 58 minutos, através de uma bola parada. Rybalka faz falta sobre Brahimi em zona frontal, perto da área anfitriã, e Maicon assume a marcação e faz a bola passar bem perto da baliza do guardião Rybka.

O receio de entrar em falso no primeiro jogo era grande por parte de ambos os conjuntos, e a falta de criatividade e de algum risco eram notórios. O Dínamo Kiev continuava a defender com dez homens atrás da linha da bola, e os dragões não conseguiam ultrapassar a muralha ucraniana. Rui Barros mexeu finalmente na equipa, a menos de meia hora para o final do jogo, fazendo entrar Tello para a saída de Herrera. O FC Porto regressava à tática habitual, que tantas alegrias deu em Arouca, e André André começou logo a destacar-se, conseguindo mesmo ameaçar a baliza contrária com um remate que acabou por passar perto do alvo.

Mas foi o Dínamo que esteve perto do golo aos 75 minutos, com um remate de Garmash de fora de área, depois de um bom entendimento da frente de ataque, que acabou por desviar em Maicon e quase traiu o guardião Casillas.

Já com Corona em campo, o FC Porto foi-se aproximando da baliza adversária e, aos 80 minutos, o mexicano ganhou a bola na linha, fletiu para o meio e rematou para boa defesa de Rybka. Na marcação do pontapé de canto, Maxi cruza para a área, o guardião da casa falha o corte e Aboubakar aproveita para bisar no encontro.

E, quando se pensava que os dragões poderiam sair de Kiev com uma vitória, Buyalskiy gelou toda a comitiva azul-e-branca. Grande passividade de Casillas e da defensiva portista que o número 29 da equipa da casa aproveitou para empatar a partida. 

Buyalskiy empatou à beira do final do encontro Fonte: Facebook UEFA

Buyalskiy empatou à beira do final do encontro
Fonte: Facebook UEFA

A figura:

Aboubakar – O camaronês tem crescido a olhos vistos e isso também se tem traduzido em golos. Apesar de ter tido sorte no segundo golo, Aboubakar foi decisivo na partida ao marcar dois golos.

O Fora-de-jogo:

A defensiva do FC Porto – A forma como a equipa sofre os dois golos é inadmissível numa equipa que ambiciona chegar longe na Liga dos Campeões. O FC Porto poderia ter saído de Kiev com uma vitória e com um resultado importantíssimo para as contas do apuramento. Mas vacilou.

Imagem de capa: Facebook UEFA

nuno ribeiro margarido
O Nuno sabe que o futebol se assume muitas vezes como a perfeita metáfora da vida. Entre muitas frases do mundo do futebol que o marcam há uma que guarda e que o inspira em tudo o que faz: "Ganhar, ganhar, ganhar... e voltar a ganhar, ganhar e ganhar... é isto o futebol".                                                                                                                                                 O Nuno não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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O técnico espanhol está a deslumbrar na Premier League com uma equipa recheada de estrelas. Esta semana atropelou o Watford de Marco Silva por 6-0 e é um dos favoritos a levantar o titulo no final da época.

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As razões são óbvias com o segundo golo sofrido, no Bessa, a deitar fora 3 pontos importantes. Precisa ainda muito de crescer para ganhar a titularidade no Benfica.