Máquina do Tempo: Serenata à Chuva

Por Francisco Sampaio Abril 9, 2017, em FC Porto

Máquina do Tempo: Serenata à Chuva

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Faz na segunda-feira, dia 10 de abril, precisamente 14 anos. Em pleno Estádio das Antas, com mais de 45 mil espetadores nas bancadas, o FC Porto entrava em campo para jogar a primeira mão da meia-final da Taça UEFA frente à poderosa SS Lazio. A equipa azul e branca, disposta em 4x4x2, entrava em campo com Vítor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Maniche, Dmitri Alenichev, Deco, Derlei e Hélder Postiga. No banco do FC Porto e assumindo o leme da equipa sentava-se José Mourinho, de fato e sobretudo azul-escuro, na época um (quase) desconhecido na Europa do futebol.

Do lado contrário a qualidade era imensa: o veterano internacional italiano Angelo Peruzzi defendia a baliza, os livres diretos batidos por Siniša Mihajlović eram um perigo constante, no centro da defesa Fernando Couto era um garante de garra e determinação, Dejan Stankovic e Diego Simeone eram os verdadeiros pêndulos da equipa e, no ataque, Claudio “El Piojo” López era, com a sua velocidade estonteante, uma seta permanentemente apontada à baliza adversária. O desafio era claramente difícil e, na época, a equipa comandada por Roberto Mancini era a unânime favorita a vencer a eliminatória e a estar presente na final da Taça UEFA 2002/2003.

Apito na boca de Kyros Vassaras, iniciou-se o jogo e, logo aos seis minutos, Claudio López gelou as Antas. Logo no primeiro ataque da equipa italiana o avançado argentino concretizaria em golo a oportunidade criada. Parecia inevitável: a SS Lazio tinha um plantel com valores individuais amplamente reconhecidos internacionalmente e, da parte do FC Porto, pouco mais haveria a fazer a não ser lutar com dignidade para evitar a humilhação europeia. Só que os comandados de José Mourinho não pensavam assim!

Deco no jogo da primeira mão Fonte: Getty Images


Deco no jogo da segunda mão em Roma
Fonte: Getty Images

Dez minutos de jogo e Maniche, à entrada da área (como em tantas outras ocasiões!), haveria de relançar o jogo. E foi a partir daí que, já após um golo anulado e iniciando uma verdadeira “serenata à chuva”, o FC Porto haveria de arrancar para uma das melhores exibições do clube em competições internacionais. Aos 28 minutos, de cabeça e na sequência de um canto, Derlei acabaria por colocar a equipa azul e branca na frente do marcador. Aos 50 minutos, em recarga a um livre de longa distância marcado por Deco (e mal abordado por parte de Peruzzi), Derlei dilataria ainda mais a vantagem. Finalmente, aos 56 minutos, a partir da direita, Hélder Postiga com um forte remate deixaria também a sua marca no jogo e fecharia as contas da partida: 4-1 favorável ao FC Porto.

Foto de Capa: Alamy.com

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Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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