No final do Manchester Great City Games 2018, tivemos a oportunidade de conversar com Allyson Felix, a atleta mais condecorada da história em eventos globais, com 25 medalhas entre Mundiais e Jogos Olímpicos. De seguida, transcrevemos essas palavras exclusivas para os leitores do Bola na Rede e do Planeta do Atletismo.

BnR/PdA: Allyson, qual a tua opinião sobre este tipo de eventos e sobre o de hoje em particular?

AF: Gosto bastante. É uma sensação completamente diferente, mais relaxada, gosto especialmente porque te permite interagir com um público que muito provavelmente não iria a um estádio para ver Atletismo.

A americana a preparar-se para entrar em ação
Fonte: Bola na Rede/Planeta do Atletismo

BnR/PdA: Em relação à tua prova, o que achaste da mesma?

AF: Senti que ainda não tenho a velocidade neste momento, e isso é um pouco importante para os 150 metros (risos)…foi decente. A Marie (Ta Lou) parte sempre muito bem e ela está numa grande forma neste momento. É sempre bom ter este tipo de duelos.

BnR/PdA: Dentro de dias terás uma prova de 400 metros em Eugene com um grande elenco, que inclui Miller-Uibo, Francis, Naser ou Okolo. Quais são as tuas expectativas para essa prova e para este ano em geral?

AF: Para dizer a verdade, eu acho que não tenho grandes objectivos para este ano. Será mais à base de manter-me saudável e divertir-me a fazer o que gosto. Por agora, é só regressar a casa, treinar um pouco e ver o que é que o meu calendário me reserva.

BnR/PdA: Continuas a ser a recordista mundial júnior dos 200 metros – passados 15 anos -, com tantos nomes grandes a aparecer no desporto como Tamari Davis, Briana Williams e, claro, Sydney McLaughlin, acreditas que esse recorde ainda será teu no final do ano?

AF: (risos) Na verdade, não sei. Não sei mesmo. É algo que por acaso ainda nem tinha pensado…mas sim, toda a gente está a correr muito, muito rápido. Então, quem sabe?

Allyson Felix é uma inspiração para muitos jovens atletas
Fonte: Bola na Rede/Planeta do Atletismo

BnR/PdA: Ontem andava pelo Twitter e reparei que retweetaste uma publicação de uma fã tua que estava bastante agradecida pelo teu gesto. O que pensas de ter uma legião de fãs jovens, em que muitos deles ainda nem sequer eram nascidos quando alcançaste a tua primeira medalha olímpica (Atenas 2004)?

AF: Para mim é um autêntico privilégio ter a possibilidade de interagir com eles. Eu sei que comigo, eu tive muitas pessoas que influenciaram a minha vida e as minhas decisões quando eu era jovem, como eles são hoje. Então sim, é muito importante para mim ter a possibilidade de, espero eu, inspirar eles para atingirem grandes feitos no futuro.

BnR/PdA: O teu último Ouro individual em eventos globais foi nos Mundiais de Pequim em 2015. O que pensas fazer de diferente para conseguir o Ouro nesta série de 3 eventos globais que aí vêm nos 3 próximos anos?

AF: Apenas ser inteligente. Agora que estou mais velha, treinar de forma mais inteligente, correr de forma mais inteligente, ser bastante seletiva nas corridas em que participo…O meu grande objectivo será 2020 (os Olímpicos de Tóquio), então é aí que o meu foco está neste momento e todas as minhas acções vão ser direcionadas para isso.

BnR/PdA: Vais ser um pouco como o Roger Federer do Atletismo…

AF: (risos) Sim!

Foto de Capa: Great Run

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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.