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Em preparação para o Mundial de Futebol de Praia nas Bahamas, a seleção portuguesa, atual campeã, encontra-se em Setúbal a estagiar até ao final desta semana. No domingo, os homens convocados por Mário Narciso terminarão o seu estágio com um jogo contra a Seleção Regional.  Todos os dias, os fãs da modalidade, ou simplesmente curiosos, param para assistir aos treinos bem dispostos dos campeões.

Portugal pertence ao Grupo C, juntamente com o Panamá e o Paraguai. O quarto membro do grupo será o vice-campeão asiático que ainda se encontra por apurar. O primeiro jogo será no dia 28 de Abril no Bahamas Beach Stadium, frente ao Panamá, que foi o vencedor da qualificação CONCACAF. O vencedor do Grupo C defrontará, então, o segundo classificado do Grupo D, composto pelo Brasil, Tahiti, Polónia e o terceiro qualificado da confederação asiática.

O Bola na Rede teve a oportunidade de trocar algumas impressões com Madjer e Mário Narciso que se mostraram bastante receptíveis
O Bola na Rede teve a oportunidade de trocar algumas impressões com Madjer e Mário Narciso que se mostraram bastante receptíveis

Acerca da perspetiva para o Mundial, Madjer afirmou que, consciente de todas as dificuldades, acredita que é possível voltar a vencer: “Sabemos o segredo do sucesso, porque somos campeões do mundo, mas sabemos que vamos encontrar dificuldades. Estaria a mentir se dissesse que não assumimos o favoritismo.”. Em relação às condições oferecidas à modalidade, o capitão diz que estão a melhorar, no entanto, é preciso haver uma maior aposta por parte dos clubes, especialmente dos grandes, para que haja uma maior aderência do público. “Penso que é sempre bom sair do centro de estágio de Rio Maior e virmos para vários pontos do país. No futebol de praia temos esta vantagem de ter mais contacto com o público, então é uma forma também de agradecimento”.

Questionado acerca de qual o adversário que poderá, teoricamente, ser mais difícil, Majder não descarta nenhum e acredita que qualquer um pode surpreender: “Temos o Panamá que foi uma grande surpresa, ganhou o qualifying. Depois temos o Paraguai que é uma seleção forte, que já conhecemos, treinada por um treinador que já nos treinou e nos conhece muito bem. E depois o segundo do grupo asiático que ainda não conhecemos. Mas antevemos grandes dificuldades, especialmente contra o Paraguai e contra o segundo classificado asiático.

Mário Narciso, natural de Setúbal, assume também o favoritismo. O estatuto de campeão mundial, obriga, segundo o selecionador, a entrar em qualquer competição com o estatuto de favorito e com a intenção de revalidar o título. Em relação à maior dificuldade que espera encontrar, não se podendo pronunciar sobre o grupo na totalidade (por faltar apurar a equipa asiática), Mário Narciso afirmou que “o Paraguai é uma equipa mais difícil, porque é uma equipa tecnicamente muito melhor, taticamente também. Embora o Panamá tenha jogadores mais rápidos, que não param, em termos de jogo a equipa é mais fraca”. “Estamos a fazer uma preparação para um campeonato que vai ser disputado numa região quente e tentámos desta vez puxar os estágios da seleção nacional mais para sul. Já estivemos no Alentejo, agora estamos em Setúbal e partiremos depois para o Algarve”. O setubalense de 63 anos, apesar de considerar que o futebol de praia está em evolução, gostaria que houvesse mais aderência do público, bem como mais equipas da modalidade.

Artigo revisto por: Diana Martins

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