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O estádio de Anfield recebeu a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões, colocando frente a frente duas equipas, que são as surpresas da prova, o Liverpool e a Roma. Esperava-se um jogo equilibrado, tanto pelo equilíbrio entre os dois conjuntos como pela importância da partida, uma meia-final da maior competição de clubes da Uefa, e verificou-se um jogo louco e uma chuva de golos.

A equipa da Roma entrou forte em campo e exerceu domínio sobre os ingleses nos primeiros 20 minutos, sendo protagonista da primeira oportunidade perigo por intermédio de Kolarov que atirou à barra. Desde este momento até aos últimos instantes da partida, os reds banalizaram a equipa romana e, como nos têm habituado, com pragmatismo e eficácia adiantaram-se no marcador, chegando mesmo a atingir uma vantagem de cinco golos. Ao intervalo, o marcador indicava 2-0 para os britânicos muito por culpa do suspeito do costume, Mohamed Salah, que aos 36 minutos num lance brilhante, fletiu e com um remate monumental atirou para o fundo da baliza da Roma e já em cima do minuto 45 volta a bater Alisson desta feita ao picar a bola sobre a bola do guarda-redes brasileiro.

A equipa da Roma acusou a desvantagem, sobretudo pelo facto de sofrer um golo já em cima do intervalo, e não foi capaz de se restabelecer e recuperar o jogo apresentado no ínicio da partida. Tornou-se um adversário frágil e vulnerável que foi dando cada vez mais espaços na retaguarda da linha defensiva e era por isso ideal a esta equipa do Liverpool que se revela letal com o seu rápido e vertical movimento ofensivo. Assim foi: primeiramente, aos 56 minutos, num lance em que ficam algumas dúvidas acerca de um eventual fora-de-jogo, Salah surge solto pela linha e com conta peso e medida passou a bola a Mané, que correspondeu com um remate colocado fazendo assim o 3-0. O Liverpool não tirou o pé do acelerador e apenas cinco minutos depois aumentou para 4-0 com Salah a assistir de novo, mas para Firmino que se limitou apenas em empurrar a bola para a baliza. Reinava a desorientação e a descrença na equipa romana e os reds não tiveram qualquer misericórdia, por isso, aproveitando o facto da Roma estar completamente arrasada o Liverpool continuou e após canto, aos 69 minutos, Firmino seguiu a tendência de Salah e bisou também, fazendo o 5-0, lançando a ideia de que estava carimbada a primeira presença na final de Kiev.

Contudo, restavam jogar algum tempo no qual a equipa comandada por Di Francesco teria que arriscar e tentar a todo o custo diminuir a desvantagem. Aumentou a posse de bola, fez regressar o discernimento com que iniciou a partida e conseguiu fazer dois golos: Dzeko, aos 81 minutos, que ao aproveitar um erro de Lovren, não perdoou; Perotti, aos 85 minutos, na conversão de uma grande penalidade resultante de mão de Milner.

Qualidade, emoção e golos, não se pode pedir mais para uma meia-final da Liga dos Campeões. O Liverpool desaproveitou uma vantagem de cinco golos e vai a Roma com apenas três golos de diferença, naquela que foi precisamente a mesma condição em que a equipa do Barcelona jogou no Olímpico de Roma. Todos sabemos o desfecho… Haverá nova surpresa?

Foto de capa: Liverpool FC

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