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O primeiro troféu da época futebolística espanhola foi disputado fora de portas. Com a supertaça a ser jogada em Tânger, no Norte de Marrocos, catalães e sevilhanos entraram em campo para se mostrar aos milhares de adeptos que se encontram no país africano e dar uma ideia do que os aficionados poderão esperar para os próximos nove meses.

A jogar a sua primeira partida oficial depois dos amigáveis estivais, o FC Barcelona aproveitou para lançar Clement Lenglet, central francês contratado precisamente ao Sevilha FC, e Arthur, médio centro brasileiro proveniente do Grémio. Do outro lado, André Silva, a mais recente aquisição dos rojiblancos, começava o jogo no banco.

E foi daí que o português assistiu a um início tipicamente dominador do Barça, que lançou uma espécie de rede sobre o adversário, instalando-se, na totalidade dos 10 jogadores de campo, no meio campo contrário. Mas esta rede tinha buracos. Tal como tubarões, perante uma defesa catalã em sangria, os sevilhanos foram para a frente e, após o passe de Luís Muriel a isolar Sarabia, fizeram o 1-0. Aos 9 minutos, o FC Barcelona sofria um golo que estava no guião.

Mas os campeões espanhóis em título não foram abaixo com este tento. Voltaram a lançar a rede, desta vez fortalecida e perante um adversário que se contentava em furá-la apenas uma vez. Retomaram as rédeas do jogo e, mesmo sem Iniesta, o meio campo foi capaz de gerir o jogo, com Messi a vir buscar a bola a áreas mais profundas e Dembelé a procurar constantemente desequilíbrios e cruzamentos. Apesar de Suarez ter sido, na primeira parte, a principal fonte de perigo do FC Barcelona, acabou por ser Gerard Piqué a fazer o golo. Aos 42 minutos, Messi bate um livre a pouco mais de 20 metros da baliza, a bola bate no poste direito, bate nas costas do guarda redes, Vaclik, e novamente no poste, para depois sobrar para o central espanhol, que encostou para o fundo das redes. Um golo afortunado, mas um empate merecido.

Sarabia festeja o primeiro golo da partida
Fonte: Sevilla FC

Antes do fim da primeira parte, Luís Muriel ainda voltou a criar problemas aos defesas catalães, mas Sarabia não conseguiu voltar a corresponder ao serviço do colombiano  e falhou o golo.

Os rojiblancos aproveitaram este embalo e ,na segunda parte, apresentaram-se com outra atitude. Passavam a ter mais bola, frente a um Barcelona que, tirando Rafinha e Arthur para lançar Rakitic e Coutinho, procurava um jogo mais agressivo, porém sem sucesso. Aos 62 minutos, Vazquez corresponde ao livre de Banega com um cabeceamento que fez estremecer a trave da baliza de Ter Stegen. O mesmo Vazquez iria, aos 68 minutos, encontrar espaço à entrada da área para desferir um remate que, caso tivesse ido uns centímetros mais para a esquerda, teria feito o 2-1.

Mas, a partir dos 75 minutos, os jogadores de Ernesto Valverde, apáticos até aqui, despertaram novamente, de modo a contrariar um Sevilha cada vez mais atrevido. A 13 minutos dos 90, Messi obriga Vaclik, a figura da sua equipa, a uma fantástica dupla defesa. Mas o guarda redes checo nada pôde fazer quando, aos 80 minutos, Dembelé encheu o pé de fora da área sevilhana e colocou o esférico, mais à força do que em jeito, no fundo das redes, fazendo o 2-1. O extremo francês, que tivera até aqui um jogo de altos e baixos, proporcionava-nos assim o momento da noite.

Quando a partida já parecia sentenciada a uma vitória culé, Ter Stegen faz falta dentro da área sobre Aleix Vidal – ex-FC Barcelona – e atira um salva vidas ao Sevilha. Quem estava encarregue de o agarrar era Ben Yedder, que entrara para o lugar de Mercado cinco minutos antes. Mas o francês acabou mesmo por deixar a sua equipa afundar, rematando para o lado direito, onde já estava o guarda redes alemão.

Esta foi a última oportunidade de um jogo cuja história se pareceu repetir nas duas partes: um início cauteloso, um desenvolvimento apático e um final frenético, com alguns rasgos de génio e ocasiões inesperadas espalhados pelos 45 minutos. Messi e companhia regressam à Catalunha com a Supertaça nas mãos e o Sevilha leva este dissabor de volta para casa, onde irá preparar a 2.ª mão da pré eliminatória da Liga Europa, frente ao Zalgiris.

 

Onzes iniciais:

FC Barcelona: M. A. Ter Stegen; N. Semedo; G. Piqué; C. Lenglet; J. Alba; S. Busquets; Arthur (P. Coutinho 52’); O. Dembelé (A. Vidal 86’); Rafinha (I. Rakitic 45’); L. Messi; L. Suaréz.

Sevilla FC: T. Vaclik; G. Mercado (W. Ben Yedder 85’); S. Kjaer; G. Sola; J. Navas; R. Mesa; E. Banega; S. Escudero; P. Sarabia (Aleix Vidal 71’); F. Vazquez; L. Muriel (A. Silva 60’).

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