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Philippe Coutinho é, finalmente, do Barcelona. A contratação do meia brasileiro pelo clube espanhol já era especulada desde a janela de transferência de verão, no início da temporada europeia. Pra ter o jogador o Barcelona desembolsou aproximadamente 142 milhões de libras.A chegada de Coutinho em Barcelona é motivo de festa por parte dos torcedores “culés” que acreditam que o jogador acrescentará muito em qualidade técnica para o time. Já a diretoria barcelonista vê nessa contratação um alívio perante seus próprios torcedores. Desde a saída de Neymar, a torcida exigia, de sua direção, que o clube investisse em algum grande nome do futebol mundial.

Mesmo após a contratação do francês Ousmane Dembélé, que custou 105 milhões de euros mais 40 milhões de variáveis em bônus, todos acreditavam que ainda faltava uma contratação de impacto para o clube. Esse tipo de contratação é algo costumeiro nos grandes clubes europeus. Se um clube perde uma grande estrela a resposta que dão é contratar outra grande estrela do futebol mundial.
Considerando que Coutinho não poderá ser inscrito pelo Barcelona para a disputa da atual UEFA Champions League e que o clube folga na liderança da La Liga, creio que o jogador poderá usar o restante da temporada como forma de se adaptar ao clube e ao estilo de jogo do futebol espanhol. O brasileiro já tem uma experiência no futebol espanhol, o que deve facilitar a sua adaptação ao país e ao futebol local. Na temporada 2011-12 o jogador defendeu o Espanyol, também da Catalunha.

 

 Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol Fonte: Goal.com

Philippe Coutinho em ação com a camisa do Espanyol
Fonte: Goal.com

Coutinho reúne qualidades que o atual elenco do Barcelona carece ter. Jogador rápido e habilidoso, o meia pode atuar em várias faixas do campo e deve formar o trio ofensivo do time catalão junto com Messi e Suárez. Outra possibilidade é que o brasileiro atue mais recuado ao meio-campo e o forme com Iniesta e Rakitic. Coutinho pode adaptar-se a essa nova função e virar o “novo Iniesta” no Barcelona, pois da mesma maneira que consegue acelerar o jogo o meia também pode cadencia-lo quando for necessário. O brasileiro assinou contrato de cinco anos com o Barcelona, com uma cláusula de rescisão de 400 milhões de euros.
A magia entrou no Camp Nou e saiu de Anfield.

O ex-ídolo do Liverpool agora é taxado de “Judas” pelos ingleses. A condução do jogador nessa negociação talvez não tenha sido a melhor que poderia ter sido feita. Desde que surgiu o primeiro interesse do Barcelona o brasileiro “forçou a barra” para se transferir. Atitudes como essas costumam não ser perdoadas pelos torcedores. Para a seleção brasileira, a ida do atleta ao Barcelona significa ter um dos seus principais jogadores mais descansado para Mundial, uma vez que o calendário que o atleta terá no Barcelona é mais enxuto do que o calendário que teria no Liverpool. Já apresentado aos torcedores, agora o mundo espera para ver o “mágico” distribuindo a sua “magia” nos gramados espanhóis.

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