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Na segunda jornada desta edição da Premier League, os blues, de Maurizio Sarri, procuravam dar continuidade à vitória de 3-0 sobre o Huddersfield. Já os gunners, de Unai Emery, queriam dissipar as críticas levantadas após a derrota de 2-0 face ao Manchester City. Dois técnicos novatos no futebol britânico e duas equipas ainda com muito a provar.

Aliás, desde o início do jogo, foram os dois treinadores que se destacaram. Isto porque o dérbi londrino se revelou extremamente aberto, com oportunidades de ambas as partes. O futebol ágil e largo próprio do estilo de jogo de Sarri embatia na pressão alta de Emery. Acabou por ser o técnico da casa a sobrepôr-se, quando Jorginho aproveitou a linha defensiva avançada do Arsenal para descobrir Marcos Alonso no flanco esquerdo. O lateral espanhol, isolado, passou a bola para o compatriota Pedro, igualmente sozinho na grande área contrária, e o número 11 do Chelsea não falhou. Após 9 minutos de grande intensidade, estava feito o 1-0.

As hipóteses não diminuíram depois do primeiro golo. No entanto, os blues agigantaram-se após saltarem para a frente. Jorginho e Kanté eram como portagens no meio campo e ninguém no Arsenal tinha a capacidade de as passar. Assim, os avançados tinham liberdade para pressionar alto e manter o domínio. Mas, aos 18 minutos, uma desatenção de Marcos Alonso deixa Bellerín solto no flanco direito. Este entra na área, mete o esférico rasteiro na área de penálti, onde estava Pierre Emerick Aubameyang, de baliza escancarada, para… falhar. Um desperdício anormal para um avançado desta qualidade, e que ainda foi mais agravado quando, no minuto seguinte, Morata ficou isolado em frente a Petr Cech – após passe de Azpilicueta – e fez o 2-0.

Morata celebrou ao serviço do Chelsea FC
Fonte: Chelsea FC

Além de um toque na bola com a mão de Marcos Alonso na sua grande área, aos 30 minutos, que o árbitro não assinalou, o Arsenal só se podia queixar de si próprio. Assim, quando o remate tenso de Mkhitaryan fez o 2-1, a 12 minutos do intervalo, os gunners assumiram a sua inconformação, para agrado de qualquer adepto neutro. E quando Iwobi respondeu ao cruzamento rasteiro de Bellerín para fazer o 2-2, o espetáculo estava definitivamente lançado. Quatro golos em 45 minutos, com os blues a voltarem aos balneários frustrados após perder uma vantagem aparentemente segura.

No reinício do jogo, que viu Lucas Torreira a entrar para o lugar de Xhaka, ambas as equipas pareciam ter assinado um pacto não verbal para desacelerar o ritmo da partida. O desgaste físico da primeira parte era aparente, e o Arsenal, que crescera no quarto de hora que precedeu o regresso aos balneários, acabou por devolver o comando do encontro ao Chelsea. Mais uma vez, as portagens no meio campo dos blues eram erguidas, e a criatividade de Iwobi, Özil e Mkhitaryan estaganara.

Infelizmente para os adeptos neutros, que tão contentes ficaram nos 45 minutos iniciais, teriam de esperar até aos 57 para ver a primeira hipótese de golo, por via de Ross Barkley, que obrigou Petr Cech a uma defesa muito complicada. Depois disto, o Chelsea não recuou, mas também pouco avançou. Ia controlando a partida face a um Arsenal cuja disponibilidade física era claramente inferior. Sarri, fumador compulsivo, estava visivelmente enervado com este impasse em que o jogo se encontrava. Sem o alívio de um cigarro à mão, decidiu, em sua vez, lançar Eden Hazard, para ver o que o craque belga podia fazer. E funcionou: aos 80 minutos, Lacazette sentiu na pele o que o número 10 do Chelsea consegue fazer, sendo deixado no chão, enquanto Hazard cavalga em direção à grande área do Arsenal, em cujo centro se encontrava Marcos Alonso. O lateral esquerdo, que já registara uma assistência nesta tarde, foi desta vez servido pelo colega de equipa e devolveu a vantagem aos blues.

Este golo deixou uns gunners já no limiar da exaustão, após 45 minutos a perseguir a bola, sem capacidade de resposta. Kepa Arrizabalaga ainda teve de fazer duas defesas pouco exigentes, mas foi Giroud que, aos 93 minutos, ainda teve uma grande oportunidade para ampliar a vantagem. No final de contas, o futebol dominante, rápido e ofensivo de Sarri prevaleceu sobre um Arsenal de Emery cuja pressão alta so funcionou durante um quarto de hora, dentro do qual ainda conseguiu fazer dois golos. Para os lados de Stamford Bridge, são seis pontos em seis possíveis. Já no Emirates Stadium a preocupação começa a aumentar: ainda por pontuar, os gunners veem-se agora mergulhados nos últimos lugares da tabela.

Onzes iniciais:

Chelsea FC – K. Arrizabalaga; C. Azpilicueta; A. Rüdiger; D. Luiz; M. Alonso; Jorginho; N. Kanté; R. Barkley (M. Kovacic 60’); Willian (E. Hazard 61’); Pedro; A. Morata (O. Giroud 75’)

Arsenal FC – P. Cech; H. Bellerín; S. Mustafi; Sokratis; N. Monreal; G. Xhaka (L. Torreira 45’); M. Guendouzi; A. Iwobi (A. Lacazette 75’); H. Mkhitaryan; M. Özil (A. Ramsey 68’); P. Aubameyang

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