Todos os anos há equipas que captam a atenção dos adeptos de futebol pelos movimentos de mercado que fazem. Uma das equipas mais ativas neste mercado de Verão e que me chamou particularmente à atenção foi o West Ham United FC, contratando jogadores de qualidade e com capacidade para entrar diretamente no onze.

Nomes como Andriy Yarmolenko, Felipe Anderson, Jack Wilshere, Lucas Perez, Issa Diop, Fabian Balbuena ou Lukas Fabianski passaram a fazer parte dos cânticos dos adeptos dos Hammers, que esperavam uma época bastante mais tranquila que a anterior. No entanto, decorridas quatro jornadas da Premier League, o West Ham transporta a lanterna vermelha desde início, com apenas dois golos marcados e 15 sofridos. E se as duas derrotas fora de portas foram contra candidatos ao título (Liverpool FC e Arsenal FC), o mesmo já não se pode dizer dos desaires caseiros frente a AFC Bournemouth e Wolverhampton Wanderers FC. Aliás, desde que os Hammers se mudaram de Boleyn Ground para o Estádio Olímpico de Londres, têm sentido muita dificuldade em alcançar vitórias no seu reduto, mas não é algo que preocupe o seu técnico: “Não vejo nenhuma razão para este estádio ser difícil para nós. Tem boas dimensões, excelente relvado e um ambiente incrível. O estádio não é uma desculpa”.

Ficou evidente nestes primeiros jogos a dificuldade da equipa nas transições defensivas. A instabilidade na dupla de centrais e no duo de médios defensivos também não abona a seu favor. Além disso, há muitos jogadores longe do que podem render como Antonio, Snodgrass ou Carlos Sanchez.

O «fator casa» tem tido efeito inverso no West Ham United
Fonte: West Ham United FC

É certo que todos estes jogadores precisam de tempo para se adaptar às ideias de Manuel Pellegrini, mas os adeptos exigem resultados. O técnico disse, em antevisão ao jogo deste domingo, que não sente pressão adicional pelos maus resultados: “Já estive nesta posição. Quando comecei com o Villarreal CF, tínhamos apenas três pontos à quinta jornada e no final acabamos em terceiro. Depois, com o Málaga CF, quando comecei a equipa estava na zona de despromoção. Perdemos cinco ou seis jogos seguidos, mas mantivemos a nossa ideia. Estávamos a melhorar todos os dias, pouco a pouco, até os resultados aparecerem. Estou mais confiante que nunca”.

Se as coisas já não estão famosas agora, pior ficarão se o clube averbar a quinta derrota em outros tantos jogos. O jogo frente ao Everton FC estará, assim, carregado de emoção e poderá ser decisivo para a época dos londrinos.

 

Foto de Capa: West Ham United FC

 

 

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