Anterior1 de 3Próximo

Cabeçalho Futebol Internacional

Mais uma semana, mais um jogo grande na Premier League! Depois de um emocionante Liverpool-Tottenham na jornada passada, foi a vez do dérbi londrino entre Spurs e Gunners.

Perante um espetacular e repleto estádio de Wembley (mais de 83 mil espectadores), foi a equipa da casa (emprestada) que entrou a mandar o jogo, aproveitando a vertiginosidade do sul-coreano Son. Os visitantes, que não puderam contar com Ramsey, apostavam nas diagonais do reforço Aubameyang e, aos nove minutos, só não tiraram partido de uma delas porque o árbitro assinalou um fora de jogo duvidoso quando o gabonês estava cara-a-cara com Lloris.

A partir daqui só deu Tottenham. Ainda antes da meia hora, na sequência de um cruzamento milimétrico de Eriksen, Kane apareceu solto de marcação, mas cabeceou por cima. Coisa rara para o internacional inglês. A pressão dos comandados de Mauricio Pochettino intensificava-se e só não chegou à vantagem porque Dier não conseguiu emendar um remate de ressaca de Dembele. O Arsenal não conseguia sair a jogar, Elneny dava-se muito ao jogo mas com pouca clarividência e apenas quando o esférico chegava a Ozil, que esteve sempre muito preso a uma faixa, ou ao inspirado Wilshere, é que a equipa conseguia sair com critério. Foi assim que, aos 40 minutos, Bellerin apareceu sem marcação na quina da área e atirou por cima.

Se o Tottenham já tinha sido superior no primeiro tempo, foi-o ainda mais no segundo, com um regresso dos balneários fulgurante. Ainda antes dos cinco minutos, um cruzamento da esquerda encontrou Harry Kane nas costas de Koscielny que cabeceou imperialmente, sem hipóteses para Cech. Dois minutos depois novamente Kane de cabeça poderia ter bisado, mas a bola bate no chão e passa, caprichosamente, ao lado do poste. Como não há duas sem três, aos 53’ uma bomba de Kane num remate em volei levou Cech a defender por instinto. Ainda antes da hora de jogo, novamente o guardião checo a brilhar, na resposta a um livre de Eriksen. Que entrada dos Spurs! O Arsenal não conseguia ter bola para contrariar o domínio de jogo da equipa da casa, que ia jogando a seu bel-prazer.

O resultado foi magro para tanta superioridade dos Spurs
Fonte: Tottenham Hotspur FC

Aos 65 minutos de jogo Arsène Wenger decidiu finalmente mexer com o jogo, fazendo entrar Iwobi e Lacazette. No entanto, a toada de jogo manteve-se, apenas intercala com um bom remate de Wilshere para uma bela estirada de Lloris.

A vantagem só não aumentou devido a uma enorme exibição de Peter Cech, a fazer lembrar os velhos tempos, aliada à falta de eficácia dos jogadores da casa. Dele Ali, Trippier e Lamela perderam belas oportunidades. No entanto, apesar de todo o domínio dos Spurs, a vantagem magra permitia aos Gunners acreditar no golo do empate e, no final, teve duas boas oportunidades para isso, ambas por Lacazette. Na primeira atirou para as nuvens e, na segunda, na cara de Lloris, viu a bola passar rente à linha de golo, a fazer uma curva que a levou para fora. A melhor oportunidade de todo o jogo.

Na luta pelo quarto lugar, que também significa apuramento direto para a Champions, houve uma grande demonstração de carácter e personalidade dos Spurs, que são muito mais equipa que o Arsenal. O Tottenham apareceu sempre muito confiante, com um ritmo de jogo alto e as linhas muito juntas no momento defensivo, não dando hipóteses aos Gunners, que averbaram a sétima derrota fora de portas no campeonato.

Anterior1 de 3Próximo

Comentários