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Slaven Bilic esteve no comando do West Ham durante, sensivelmente, duas épocas e meia. A perceção que fica é de que o croata passou mais tempo em Londres, tais foram as histórias e as peripécias que Bilic viveu durante o seu trabalho nos Hammers. O treinador croata passou literalmente de herói a vilão na história do clube londrino, depois de uma grande época em 2015/2016, onde finalizou a Liga Inglesa num honroso sétimo lugar e de ter chegado ás meias finais da FA Cup, esperava-se que o West Ham continua-se neste ritmo ascendente, mas a verdade é que depois de atingir o pico em 2015/2016 o clube esteve em queda a partir dai até ao despedimento do croata.

Muitos jornalistas ingleses têm tentado debruçar-se para entender este fenómeno, o que levou a esta queda abrupta do clube londrino depois de uma época positiva? As respostas revelam-se mais complexas do que se pudesse pensar. Em apenas duas épocas a equipa ao comando de Bilic enfrentou problemas como a saída, de maneira pouco amigável, da estrela da equipa, Payet, que era até então o elemento mais importante do esquema tático dos Hammers. Até a mudança do estádio é apontada por muitos adeptos como um fator causal da perda de poderio da equipa nos seus jogos caseiros, tudo isto foi vivido por Bilic e pela sua equipa em menos de dois anos.

O croata que sempre se caracterizou pelo seu entusiasmo na quadra de jogo e pela sua frontalidade e irreverencia viu assim, após uma época de grande sucesso, vários obstáculos serem colocados à sua frente e que se refletiram nos resultados da equipa. Não foi por isso uma surpresa o seu despedimento após uma derrota caseira por 1-4 frente ao Liverpool. O sucessor foi rapidamente apontado pela direção do West Ham: David Moyes.

O treinador escocês que se celebrizou pela sua (longa) estadia em Goodison Park era uma escolha no mínimo arriscada depois dos seus mais recentes trabalhos no Manchester United, Real Sociedad e Sunderland, todos eles marcados pelos fracos resultados obtidos durante o comando de David Moyes.

David Moyes conhecido por optar por um esquema tático que privilegia a consistência defensiva era, portanto, uma antítese daquilo que havia sido o reinado de Slaven Bilic onde o futebol ofensivo que passava sobretudo pelos pés de Payet era uma constante. A verdade é que o treinador escocês não entrou com o pé direito no comando do clube londrino e a equipa demorou a encaixar as mudanças táticas, três derrotas e um empate nos primeiros quatro jogos não seriam certamente aquilo que David Moyes esperaria para este arranque no comando dos Hammers. O primeiro sinal de vivacidade dado pelo West Ham ao comando de David Moyes foi no Etihad Stadium quando a equipa londrina recolheu aos balneários para o intervalo com uma vantagem de 1-0 frente ao primeiro classificado, Manchester City, depois de um golo de Ogbonna.

A equipa do West Ham melhorou defensivamente com David Moyes, mas ainda revela algumas lacunas Fonte: West Ham United FC
A equipa do West Ham melhorou defensivamente com David Moyes, mas ainda revela algumas lacunas
Fonte: West Ham United FC

Mas nem a grande exibição de Adrián, uma das mudanças operadas por Moyes em detrimento de Hart , na baliza do West Ham parou a equipa de Guardiola, fraca exibição defensiva dos Hammers na segunda parte, com uma estratégia única de “estacionar” o autocarro à frente da baliza. Talvez “inspirado” por este jogo Moyes trabalhou durante a semana seguinte o aperfeiçoamento da sua estratégia contra equipas favoritas e conseguiu finalmente a sua primeira vitória ao comando do West Ham, uma vitória caseira frente ao campeão inglês, Chelsea. Ainda assim no final do jogo o treinador escocês não deixou de fazer reparos ao jogo da sua equipa afirmando que a equipa precisa de conseguir produzir mais jogo a meio campo quando há um elemento adicional no setor mais recuado, o West Ham acabou o jogo com uma posse de bola de 31 % e apenas cinco remates.

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