Dizem que a sorte se procura e encontra no meio do trabalho. Por isso, sim, pode-se falar em sorte se olharmos para a subida do Wolverhampton através de um golo apontado aos 93 minutos num jogo que não foi por si disputado.

Porque fazê-lo implica olhar para o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e jogadores ao longo do ano. Implica lembrar o longo e difícil caminho percorrido (42 jogos até agora, no Championship, que é um dos campeonatos mais competitivos do mundo) até aqui, e que contempla uma série de três vitórias consecutivas com que o Wolverhampton abriu o campeonato e a forma se reergueu de uma goleada sofrida em Villa Park (4-1), vencendo cinco dos seis jogos, com exibições convincentes que se seguiram numa demonstração de carácter que lhes deu acesso ao pequeno luxo de poder festejar a subida 18 horas antes de entrar em campo.

A (merecida) festa do Wolverhampton
Fonte: Wolverhampton FC

Nuno Espírito Santo (o treinador), Rúben Neves (fez um golaço no último jogo desta série e fez o tento que decidiu o jogo frente ao rival Cardiff), Diogo Jota (o goleador da equipa), Ivan Cavaleiro (o jogador com mais jogos neste Wolves), Hélder Costa ou Roderick, por exemplo (falando apenas dos portugueses) trabalharam para que, juntos, pudessem celebrar, efusivamente, o golo de Maupay (Brentford). Um cabeceamento que morreu nas redes do Fulham e que ditou a passagem do Wolverhampton à liga onde todos ambicionam jogar.

Sorte? Sim, sorte. Mas com muito trabalho.

Foto de capa: Wolverhampton FC

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