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Jogo de emoções fortes em Itália! No derradeiro encontro da 34ª jornada da liga italiana foram protagonistas a Juventus e o Napoli, os dois primeiros classificados e principais candidatos ao título. Um resultado que não a vitória deitava por terra as aspirações do conjunto napolitano à conquista da Serie A.

A Juve, a jogar em casa, partiu para esta partida com quatro pontos de vantagem sobre a equipa de Nápoles, e com algum favoritismo: os napolitanos desde 2009 que não venciam a Juventus em Turim para o campeonato.

Do lado da Vecchia Signora, Massimiliano Allegri fez alinhar um XI constituído por Buffon, Howedes, Benatia, Chiellini, Asamoah, Khedira, Pjanic, Matuidi, Douglas Costa, Higuain e Dybala. Já as escolhas de Maurizio Sarri recaíram sobre Reina, Hysaj, Albiol, Koulibaly, Mário Rui, Allan, Jorginho, Hamsik, Callejon, Mertens e Insigne. Todos os jogadores apresentaram-se em campo com uma risca vermelha na cara, como forma de sensibilização contra a violência nas mulheres.

O Napoli entrou de forma bastante agressiva no jogo. Insigne, Callejon e Mertens, com uma pressão sufocante, iam fazendo a cabeça em água aos defesas da Juve, impossibilitando a saída de bola da equipa de Turim.

Aos nove minutos, após falta de Benatia sobre Mertens, surge um livre em zona perigosa a favor do Napoli: o português Mário Rui atirou por cima da baliza de Buffon. Dois minutos depois, Allegri vê-se obrigado a tirar Chiellini (por lesão), fazendo entrar o internacional suíço Lichtsteiner; Howedes passava assim para o centro da defesa, para ceder a ala direita ao colega de equipa recém-entrado.

Aos 16 minutos, Pjanic, ao estilo do seu “mestre” Juninho Pernambucano (um dos maiores especialistas de sempre na cobrança de livres diretos), com quem dividiu balneário no Lyon, mandou a bola ao poste. Na sequência do lance há canto para a Juve, e Gonzalo Higuain, com um remate acrobático, atirou para a defesa de Reina.

Contudo, era o Napoli que se ia mostrando mais perigoso nas suas ações: através de processos rápidos e bem definidos pelo “old school” Sarri, a equipa visitante ia chegando por diversas vezes à baliza defendida por Gigi Buffon.

Aos 30 e 38 minutos, Insigne é figura de destaque: primeiro, ao desentender-se com Khedira; de seguida, ao ver o seu golo ser anulado por fora de jogo.

Decorridos os primeiros 45 minutos, as equipas recolhiam ao balneário, após uma primeira parte bem disputada, mas sem golos.

No recomeço da partida, Allegri decidiu tirar o melhor marcador da sua equipa, Dybala, colocando em campo Juan Cuadrado.

À semelhança do que acontecera na primeira parte, era o Napoli que ia tomando conta do rumo dos acontecimentos. Aos 52 minutos, Hamsik por pouco não fez o golo: remate perigosíssimo com o pé esquerdo, com a bola a ir à malha lateral.

Entre os 60 e os 80 minutos, o jogo manteve-se morno. A Juventus, de forma bastante tímida, conseguia aos poucos ir desgastando os napolitanos.

Aos 81 minutos, Higuain queixou-se de falta de Koulibaly na área do Napoli, mas o árbitro nada assinalou. Um minuto depois, o polaco Zielinski (que substituiu o capitão Hamsik aos 66 minutos), disparou um “míssil” na direção de Buffon, que efetuou uma enorme defesa.

Em cima dos 90, aconteceu o inesperado: canto bem convertido por Callejon, e Koulibaly a saltar mais alto que todos, para cabecear para o fundo das redes da Juve. 1-0 para o Napoli, um resultado que permaneceu inalterado até ao final.

A festa no balneário do Nápoles
Fonte: SSC Napoli

Fazia-se história em Turim! O Napoli de Sarri finalmente alcançava a tão ambicionada vitória no Juventus Stadium, ficando somente a um ponto da Juve (com quatro jornadas ainda por disputar), e deixando tudo em aberto nas contas da luta pelo Scudetto. No próximo fim-de-semana a Vecchia Signora tem um desafio de extrema importância em Milão, contra o Inter, ao passo que os napolitanos se deslocam até Florença para o confronto com a Fiorentina. Uma coisa é certa: temos a Serie A ao rubro!

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