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Sabem aquele clichê do “não chores porque acabou, sorri porque aconteceu”? Não faz sentido nenhum. A menos que sejamos masoquistas, não faz sentido sorrir quando se rompe uma ligação cujo fim era tão difícil de aceitar que preferimos não ponderar, mesmo tendo a noção, recalcada, da sua inevitabilidade.

As coisas podiam não estar bem. A ligação podia estar a ficar cada vez mais fraca e o fim podia estar a aproximar-se diante dos nossos olhos. Mas fingimo-nos cegos e recusamos aceitar a fatalidade do destino, que nos diz que tudo tem um fim.

A carreira de Ronaldinho não foi excepção. Cada um dos milhões de adeptos de futebol que se deslumbraram com aquilo que ele fazia à bola estará, hoje, triste por saber que o génio voltou para lâmpada de onde apareceu e não, as compilações dos melhores momentos não chegam para consolar a dor de nunca mais ver Ronaldinho em direto ou ao vivo, mesmo que isto fosse algo mais ou menos previsível.

Porque sabemos que só existiu aquilo que está nesses vídeos e Ronaldinho já não vai trazer o ritmo e a alegria da praia de Ipanema para os relvados mais consagrados do mundo e a bola não vai voltar a gemer de prazer como fazia quando ele lhe tocava.

Foto de capa: FC Barcelona

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