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Espanha entrava em campo como a favorita e o jogo veio provar isso mesmo. O Irão, depois de vencer Marrocos no último minuto na primeira ronda, foi com o mesmo estilo de jogo enfrentar a ‘roja’. Isto significa que ao longo de toda a primeira parte vimos Espanha com percentagem de posse de bola superior a 70%, o Irão a jogar em formação 6-3-1 e a jogar no contra ataque quando o conseguia fazer e os espanhóis a tentar furar a muralha iraniana sem que a turma de Carlos Queiroz cedesse de maneira nenhuma. Muito mérito da formação asiática que aguentou os 45 minutos sem permitir que Espanha marcasse e confirmasse o seu favoritismo. Isco comandou toda a ofensiva castelhana e foi a figura de grande destaque na primeira parte.

Depois do intervalo, a história foi a mesma até um lance de grande infelicidade acontecer na área do Irão. O Irão até tinha tido um lance onde podia mesmo ter chegado à vantagem, vendo a bola ir ligeiramente ao lado, porém a Espanha aproveitou a pressão alta dos iranianos para sair a jogar com velocidade no espaço livre que apareceu devido à investida adversária. Diego Costa recebeu a bola na área, rodou, mas um defesa estava lá para aliviar o lance. No entanto, o remate de alívio foi bater no pé direito do espanhol e ressaltar para dentro da baliza, fazendo o golo que marcava a vantagem de Hierro e companhia. Um lance injusto, dada a força de vontade da seleção iraniana.

A partir daí o jogo mudou um pouco de figura, com o Irão a procurar mais o golo, continuando, contudo, pertinente em termos defensivos. Começou a ser mais perigoso e chegou mesmo ao golo. Foi através de um livre que sobrou para um homem do Irão junto ao segundo poste e encostou para a baliza espanhola, no entanto, já depois de todos os festejos dos jogadores e suplentes, o árbitro mantinha o braço erguido a sinalizar fora de jogo, que viria a ser confirmado pelo VAR. Um aviso para Espanha e mais uma infelicidade para o Irão.

Isco tem sido o homem por quem passa todo o jogo de Espanha neste Mundial
Fonte: FIFA

Os espanhóis continuaram a conduzir o jogo, sempre com muito mais posse de bola, mas o Irão insistia em discutir o jogo e mostrava-se sempre perigoso. Sérgio Ramos esteve muito perto de ampliar a vantagem, num lance ensaiado: canto rasteiro para o primeiro poste, atraso para Ramos que rematou para a defesa do guardião iraniano. O ressalto sobrou para homens de ambos os lados que começaram numa luta pela bola. O jogo foi, entretanto, parado com a bola a ficar com os iranianos, porém parece ter havido mão na bola dos seus defesas, algo que não foi objeto de revisão pelo VAR.

A equipa ibérica mantinha-se por cima do encontro, não obstante os momentos bastante perigosos dos iranianos a ameaçar o empate. O apito final deu-se e a equipa comandada por um português ficou no chão a lamentar o insucesso dos seus esforços, enquanto que Espanha igualava Portugal na liderança do grupo, com os mesmos pontos, golos marcados e golos sofridos.

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