Terminada mais uma época desportiva ao nível dos clubes, todo o universo do futebol se centra agora no Mundial da Rússia.

Portugal, inserido no grupo B, estreia-se no segundo dia de competição, frente à Espanha. No entanto, a preparação da Seleção Nacional já há muito teve início. Um mês antes do pontapé de saída na Rússia, Fernando Santos anunciou uma das decisões mais importantes: os 23 convocados para a fase final.

Face a um leque de opções alargado, o Engenheiro optou pela variedade. No grupo que vai seguir viagem para a Rússia, todos os jogadores apresentam caraterísticas diferentes, tendo utilidades repartidas pelos diversos contextos.

Assim, até à estreia da Seleção Nacional, o Bola na Rede vai definir, numa palavra, aquele que pode ser o principal contributo de cada jogador para a equipa das Quinas.

Bruno Fernandes: Meia distância.

Estádio Municipal de Portimão. Antepenúltima jornada do campeonato. O Sporting vai empatando com o Portimonense e pode comprometer seriamente a luta pelo acesso à Champions. A um minuto dos 90, Bruno Fernandes recebe com o peito e, de fora de área, dispara forte para colocar os leões em vantagem.

Esta narrativa, independentemente do adversário e do estádio, repetiu-se diversas vezes ao longo da época leonina: quando faltaram as ideias à equipa de Jorge Jesus, Bruno Fernandes apareceu para desbloquear à bomba.

É certo que o ex-Sampdoria é muito mais do que um exímio rematador. Jogador muito inteligente, com uma capacidade de definição muito acima da média e capaz de acrescentar, simultaneamente, qualidade no último passe e golo, Bruno Fernandes é um verdadeiro craque.

No entanto, esta caraterística específica é o que de mais distintivo o médio tem quando comparado com os restantes elementos do meio campo luso. João Mário e Bernardo Silva, apontados como os médios-ala titulares na Rússia, posição onde Bruno Fernandes tem vindo a atuar com Fernando Santos, não se afiguram como grandes ameaças às balizas adversárias, sobretudo no que diz respeito a disparos longínquos.

Ora, neste capítulo, sobretudo saltando do banco, de onde deverá partir na maioria dos jogos, Bruno Fernandes poderá ser importante para desbloquear “a tiro” um jogo em que Portugal esteja sem imaginação. E bem conhecida é a dificuldade da Seleção Nacional em desfazer nulos.

Foto de Capa: FPF

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