Rui Patrício, Anthony Lopes, Beto, Cédric Soares, Ricardo Pereira, Pepe,  José Fonte, Bruno Alves, Rúben Dias, Raphael Guerreiro, Mário Rui, William Carvalho, João Moutinho,  João Mário, Manuel Fernandes, Adrien Silva, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes,  Gelson Martins, Ricardo Quaresma, Cristiano Ronaldo, André Silva. Estão anunciados os 23 jogadores que irão entrar no avião para a Rússia em junho.

Antes de olharmos para os que lá estão, olhemos para os que ficaram de foram e que participaram no Europeu de 2016 (estando ainda no ativo): Vieirinha, Eliseu, Danilo Pereira (lesionado), André Gomes, Renato Sanches, Nani e Éder. Alguns nem estavam na lista dos 35, porém não há propriamente uma grande surpresa na sua exclusão, uma vez que todos tiveram, à exceção de Danilo, épocas muito aquém das expectativas.

A estrear-se em competições internacionais de séniores estarão Ricardo Pereira, Rúben Dias, Mário Rui, Manuel Fernandes e Gonçalo Guedes. Relativamente a Rúben Dias, a surpresa não é grande: com uma defesa cada vez mais envelhecida, Fernando Santos considerou importante injetar alguma juventude e fê-lo com um jogador de inegável qualidade, embora com um temperamento que pode dar problemas; Mário Rui foi, provavelmente, uma decisão de última hora, face à ausência anunciada de Fábio Coentrão; Ricardo Pereira tem mostrado a sua qualidade nas últimas duas épocas, primeiro pelo OGC Nice e depois pelo FC Porto. Entra em detrimento de Nélson Semedo e João Cancelo, que não se mostraram regulares ao longo da época; Manuel Fernandes beneficia de um baixíssimo rendimento de André Gomes no FC Barcelona e do aparente cansaço mostrado por Pizzi. Apresenta-se como uma selecão polivalente, que tanto pode jogar na posição 8 como na posição 10.

Fonte: FPF

A presença menos esperada naquela que é, para todos os efeitos, uma convocatória sem grandes surpresas, é a de Gonçalo Guedes: emprestado pelo PSG ao Valencia CF, apontou cinco golos e registou onze assistências na Liga Espanhola. Apesar de uma grande evolução relativamente ao seu tempo em França e de umas excelentes exibições, mostrou uma baixa de rendimento nos últimos meses da época que pareceu comprometer o seu lugar na Seleção. Acaba por beneficiar de uma campanha muito apagada de Nani na SS Lazio, roubando assim o lugar ao extremo que apontou três golos no Europeu de 2016. Resta saber se Fernando Santos o vai colocar na ala ou no centro, onde prefer jogar.

A lista está anunciada. A partir do fim da época de clubes, estes jogadores representam Portugal, única e exclusivamente. Já se sabe que quando falharem voltarão imediatamente a ser de Alcochete, do Seixal ou de outra academia qualquer. Isso não muda e é sintoma de um problema maior. Mas, no mínimo, que sejam de Portugal quando tiverem sucesso. É importante não esquecer que o nosso último herói veio da Guiné-Bissau.

Foto de capa: FPF 

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