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O título é suficientemente explanativo e faz jus ao que se passou neste fim-de-semana um pouco por todo o mundo. E a verdade é que houve momentos que tiveram que ficar de fora para reduzirmos a lista a 12. Longe vão os tempos em que Maio significava um mês de marcas baixas e de preparação para os meetings europeus!

1. Steven Gardiner nos 400 metros – Uma semana, dois Sub-44!

Steven Gardiner antes desta temporada apenas tinha corrido uma vez abaixo dos 44 segundos. Tinha sido nas meias-finais dos Mundiais de Londres, onde na final viria alcançar a medalha de Prata. No espaço de cerca de uma semana, correu abaixo dos 44 segundos em Doha e agora em Xangai, ao alcançar duas importantes vitórias na Diamond League, com elencos recheados de estrelas. Parece estar encontrado um nome para ficar no nosso desporto, sendo que para isso obviamente terá que conquistar títulos. Claro que há van Niekerk, o recordista mundial que se encontra a recuperar de lesão. Mas caso van Niekerk volte aos níveis habituais, só Gardiner parece ser, no momento, capaz de rivalizar com o sul-africano.

2. Shaunae Miller-Uibo já não é “apenas” uma quatrocentista!

As condições climatéricas estavam más em Xangai quando esta prova decorreu, mas isso não impediu Shaunae Miller-Uibo de dar uma verdadeira demonstração de força no meeting chinês. Correu a distância em 22.06, um novo recorde do Meeting e a sua melhor marca de temporada. De relembrar que a atleta só começou a apostar mais nesta distância desde a época passada. Este ano, pretende fazer mais provas de 200 metros, sem esquecer a sua especialidade – os 400 metros e no futuro até contempla a hipótese de experimentar o Heptatlo! A prova apresentava um forte elenco, mas nem Dafne Schippers, nem Jackson nem Ta Lou colocaram alguma vez em risco a vitória de Shaunae. Esta foi a segunda vez consecutiva que Miller bateu a campeã mundial Dafne Schippers, depois de o ter feito na Final da Diamond League 2017, em Agosto passado em Zurique.

3. O estranho caso dos 100 Metros de Xangai.

As atenções estavam centradas num duelo entre o campeão mundial Justin Gatlin (USA) e a estrela local Bingtian Su (CHI), apimentada pela presença do britânico, campeão da Diamond League 2017, CJ Ujah. No entanto, de forma surpreendente, a vitória acabou por ir para outro britânico, Reece Prescod em 10.04, muito próximo do seu recorde pessoal, apesar das difíceis condições da pista, bastante encharcada – talvez partir do corredor mais próximo das bancadas tenha ajudado nesse aspecto. Prescod pareceu vindo absolutamente do nada!

Mais surpreendente talvez só mesmo a péssima prestação de Gatlin que foi apenas 7º, naquela que foi a sua pior classificação de sempre em qualquer prova de 100 metros como atleta sénior. Quanto a Andre De Grasse, o canadiano continua a sofrer no seu regresso às pistas, depois da lesão que o afastou das mesmas durante largos meses, terminando no 8º lugar,com um tempo de 10.25. Veremos se em 2018 ainda voltará a apresentar o nível a que nos habituou.

4. Os 100 Metros abaixo dos 10 segundos e abaixo dos 11 segundos.

Nos EUA registaram-se uma série de resultados de elevado nível na velocidade durante este fim-de-semana. Nos 100 metros, o grande destaque no masculino vai para o segundo homem a baixar a barreira dos 10 segundos em 2018. Foi Kendal Williams que correu em recorde pessoal, de 9.99, em Knoxville. Já no feminino, destaque para Aleia Hobbs, que por duas vezes em 24 horas baixou dos 11 segundos no mesmo meeting. 10.93 nas eliminatórias e 10.92 na final, mostrando uma interessante regularidade neste início de temporada.

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