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Cabeçalho modalidadesO título não engana. Há muito tempo que não víamos um ano com tantas marcas de realce na velocidade indoor, com ou sem barreiras.

Comecemos pela distância mais curta sem barreiras. Há um nome que se destaca acima de todos os outros e que já no ano passado havia demonstrado estar disposto a fazer história: Christian Coleman. O jovem norte-americano, de 21 anos, que no ano passado já bateu Bolt e ficou com a Prata nos 100 metros ao Ar Livre em Londres, surpreendeu meio mundo ao realizar no passado dia 20 de Janeiro uma prova de 60 metros em 6.37 segundos, em Clemson, marca que é a nova melhor marca da história.

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De qualquer forma, a fantástica marca até pode não vir a ser considerada recorde mundial, uma vez que não estavam cumpridos todos os critérios necessários pela IAAF para homologar recordes, nomeadamente a não existência do controlo anti-doping no exacto local da prova e a falta de blocos de partida electrónicos. Se no primeiro caso, Coleman até percorreu uma longa distância de carro para chegar ainda no próprio dia a um centro anti-dopagem, já a questão dos blocos de partida electrónicos, com a reacção do tempo de partida, poderá vir a ser mais complicada. Mesmo que o actual recorde (os 6.39 de Maurice Greene) também …tenha sido obtido sem os mesmos medidores, mas num tempo em que tal não era exigido. De qualquer forma, os requisitos norte-americanos são cumpridos e poderemos cair numa estranha situação em que o recorde mundial é…o segundo melhor tempo norte-americano, existindo um outro recordista norte-americano. Já este sábado, Coleman voltou a mostrar a sua grande forma e correu em Boston em 6.46, demonstrando ser neste momento o grande candidato a tornar-se campeão mundial de Pista Coberta em Birmingham.

Mas não se pense que é apenas Coleman que tem mostrado níveis de excelência. O recordista asiático (nos 60 e nos 100), Su Bingtian, correu em 6.47 em Karlsruhe e três dias depois em 6.43 em Dusseldorf!

Fonte: China Daily
Fonte: China Daily

Bingtian só tem quatro atletas na história a ter corrido mais do que ele: Coleman, Greene, Andre Cason e Dwain Chambers, o que demonstra bem o nível do presente ano! Coleman e Bingtian são neste momento, os dois grandes favoritos à vitória em Birmingham e estamos muito curiosos para saber o que pode acontecer com um a “puxar” pelo outro lado a lado. Atrás deles, há um outro norte-americano que já correu abaixo dos 6.50, Ronnie Baker (6.48).

No feminino, a distância é, por agora, dominada por duas costa-marfinenses, Murielle Ahouré e Marie-Josée Ta Lou (a dupla medalhada de Prata ao ar livre nos Mundiais de Londres em 2017) que correram ambas em 7.07.

Fonte: Making of Champions
Fonte: Making of Champions

Mas muito equilibrado está o circuito feminino! A fazer uma grande época está Tatjana Pinto. A germânica, que até tem sangue português, já correu em 7.08 e será uma das candidatas no Reino Unido. Abaixo dos 7.10, também já correu uma jovem nascida em 1996, a norte-americana Mikiah Brisco em Albuquerque, ela que até já tem um recorde nos 100 metros também abaixo dos 11 segundos. Mas não se pense que vai ficar por aqui…além dos esperadissimos nacionais da próxima semana, que em muitos países serão trials (como nos EUA), temos também encontro marcado em Glasgow no final do mês entre…Elaine Thompson, Dafne Schippers, Ta Lou e Dina Asher-Smith! Não sabemos se todas farão parte dos Mundiais de Birmingham (até porque em Pista Coberta, a competição dura menos tempo e a qualificação é mais apertada), mas as expectativas são já enormes.

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