Cabeçalho modalidadesO título pode parecer inapropriado, de certa forma até idiota e sem sentido. Estamos a falar de dois números apenas, um é impar, o outro é par. Mas a grande diferença é que quatro é sensivelmente maior do que um e, para o que importa para este texto, quatro vitórias serão sempre mais difíceis de alcançar do que uma vitória.

Com base no que disse, a pergunta que procuro responder ao longo das próximas linhas é, até que ponto existe alguma equipa na liga capaz de conseguir vencer os Golden State Warriors por quatro vezes. E vamos já esclarecer um ponto: esta equipa não vai cometer os erros do passado. A principal lição da derrota nas finais de há duas temporadas contra os Cavaliers é que não vale a pena forçar os jogadores com pequenas lesões só para bater recordes durante a temporada normal. A forma como estão a resguardar Steph Curry este ano demonstra precisamente isto. Curry já falhou jogos este ano, Draymond Green também, e o que é certo que as vitórias continuam a surgir com naturalidade.

Tudo o que os comandados de Steve Kerr fazem parece profundamente natural. O seu jogo é fluído, constante, já não se baseia apenas nas correrias loucas e demonstram que são igualmente capazes de planear um bom ataque. No início da temporada questionou-se a profundidade do plantel, estes primeiros meses de liga comprovam que todas as teorias estavam erradas. Shaun Livingston, Nick Young, Andre Iguodala, o rookie Jordan Bell, Davie West e JaVale McGee são mais seis soluções ao já forte cinco que os Warriors possuem. E se ofensivamente ninguém duvida do valor desta equipa, defensivamente estes conseguem igualmente ser sufocantes. Klay Thompson é um defensor exímio, Kevin Durant um monstro e Green todos nós já conhecemos. Os três juntos conseguem colmatar algum défice apresentado por Steph Curry.

A profundidade do plantel dos Warriors não pode ser questionada Fonte: NBA
A profundidade do plantel dos Warriors não pode ser questionada
Fonte: NBA

É verdade que na liga existem possíveis ameaças a um novo título para Golden State. Cleveland Cavaliers procuram mais uma manobra que os aproxime ainda mais da qualidade dos Warriors, sendo que ainda não foi possível ver como é que esta equipa vai jogar com Isaiah Thomas no cinco inicial. Os Celtics são ainda muito verdes para estas andanças, desculpem os termos. A principal ou principais ameaças pode estar mesmo no interior da própria conferência Oeste, sendo que tenho a opinião que tanto San Antonio Spurs como Houston Rockets são os mais fortes candidatos a consumar uma surpresa. No caso dos Spurs, por duas razões: primeiro, porque são treinados por Greg Popovich. Segunda, porque continuam a ganhar jogos mesmo sem Tony Parker e sem Kawhi Leonard. O caso dos Rockets, pela adição de Chris Paul. Desde que o base regressou á competição, os comandados de Mike D’Antoni ainda não perderam um único jogo e somam 10 triunfos consecutivos, mas o seu estilo de jogo favorece os Warriors: correrias loucas para os dois lados, com a diferença que em Golden State se defende muito melhor que em Houston.

Tudo isto remete para o título, a diferença entre um e quatro. Acredito que tanto Rockets como Spurs podem ganhar um ou dois jogos a estes Warriors, mas três já será difícil e quatro é um número praticamente inatingível. Se perguntassem, diria que vai chegar um novo anel a Oakland.

Foto de Capa: NBA

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Um dia sonhou ser jogador de futebol. Hoje acredita que será capaz de ocupar uma cadeira enquanto treinador. Apaixonado eterno pelo Futebol Clube do Porto, encontra-se frequentemente presente nas bancadas do Estádio do Dragão, descobriu igualmente que amor também morava em White Hart Lane junto do Tottenham Hotspur. Em 2009 encontrou uma nova paixão na NBA, passando a torcer pelos New York Knicks, percorrendo demasiadas noites em claro a assistir à melhor liga do mundo. Não concebe a sua vida sem desporto, fazendo de tudo para procurar discutir seja futebol ou basquetebol. Acredita que a sua alma não seria a mesma se por algum motivo ficasse sem Sport TV.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.