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Israel foi pela primeira vez palco para o início de uma grande volta, neste caso o Giro d’Itália. Apesar da instabilidade vivida no Médio Oriente a prova realizou-se  sem grandes problemas e o muito público que se viu nas 3 etapas em Israel mostrou que a aposta da organização em trazer a caravana do Giro para Israel foi arriscada mas uma  boa aposta.

Nestas 3 etapas percorridas em Israel, 2 eram destinadas aos sprinters e uma delas, a primeira etapa, foi um contra-relógio individual e que serviria para definir quem seria o primeiro líder da prova.

E o primeiro líder seria nada mais nada menos que Tom Dumoulin, vencedor do ano passado e que começava da melhor maneira a defesa da camisola rosa.

Só que nas duas etapas seguintes ambas ganhas por Elia Viviani ao sprint foi Rohan Dennis da BMC Racing Team a assumir a liderança da prova e a levar a camisola rosa até Itália.

Viviani em destaque com duas vitórias em território israelita
Fonte: Giro d’Italia

Já em solo italiano dois nomes destacaram-se nestas primeiras duas semanas do Giro, dois ciclistas que lideram a classificação nas suas especialidades e ambos contam nesta altura com 3 vitórias cada um, são eles o sprinter Elia Viviani da Quick Step – Floors, e Simon Yates líder da equipa da Michleton-Scott e que  lidera quer na  classificação da montanha quer na classificação geral.

Foi sem grande surpresa que Elia Viviani dominou nas chegadas ao sprint, muito por força da concorrência não ser a melhor e  também muito por “culpa” do perfil deste Giro não ser propício a que os sprinters o acabem. Se não vejamos, das seis etapas que faltam, apenas duas serão disputadas ao sprint, e uma delas até pode não ser finalizada em pelotão compacto. O italiano apostou bem em vir à prova transalpina, e à jogar em casa pode levar pelo menos mais uma etapa para a sua equipa.

Falando na Quick Step, o elenco da equipa belga não é propriamente forte, o seu melhor classificado é o alemão Maximilian Schachmann que ocupa a 27ª posição e mostra que a aposta nesta prova é mais direcionada para o seu sprinter, líder da classificação por pontos.

Se dissessem no início do Giro que Simon Yates iria estar na disputa do mesmo, muitos talvez dissessem que no máximo o britânico poderia entrar na luta pelo pódio mas depois das exibições que o homem da Michleton-Scott nos proporcionou não ficam dúvidas de que se não quebrar nesta terceira semana o britânico será o maior favorito à vitória.

Na retina ficam desde logo as suas exibições na primeira semana com a primeira grande etapa de montanha, a subida ao Vulcão Etna, em que oferece a vitória ao seu companheiro Esteban Chavez que havia atacado antes, sendo aqui também que sobe à liderança da prova.

Aproveitando também as fragilidades apresentadas na primeira semana pelos grandes adversários, Chris Froome e Tom Dumoulin, Yates ia sendo a sensação da prova pela facilidade que fazia as subidas mais duras e também pelos seus ataques que deixavam os seus adversários sem resposta, focando-se no objetivo de ir para o contra-relógio com o maior tempo possível dos seus mais fortes adversários.

E a etapa onde Yates pode ter dado um passo para esse objectivo foi precisamente esta última etapa. Numa etapa espetacular, a melhor até agora, na chegada a Sappada depois de Dumoulin tentar antecipar-se aos ataques dos rivais impondo um ritmo forte, foi na ante-penúltima subida que as coisas realmente começaram a aquecer quando Froome ficou para trás, Yates percebeu que tinha uma grande oportunidade para se livrar já de um candidato que na véspera tinha demonstrado que estava na luta com uma grande vitória no Zoncolan, e desferiu um primeiro ataque que levou consigo Dumoulin mas o verdadeiro ataque, o momento que fez realmente a diferença foi a 17kms do fim onde disfere o ataque final, um ataque à campeão e que lhe concede uma vitória que o pode levar ao Olimpo.

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