Cabeçalho modalidadesO ciclismo nacional de estrada já nos tem dado algumas alegrias, é verdade. Mas para os menos atentos, o ciclismo nacional de pista não lhe tem ficado nada atrás. Desta vez, os gémeos Oliveira voltaram a estar em destaque e conseguiram excelentes resultados para Portugal e grandes alegrias para todos os portugueses que os têm acompanhado. Ivo Oliveira e Rui Oliveira foram os nomes em destaque desta participação portuguesa que volta a trazer medalhas para o país.

Começando pela primeira de quatro medalhas, a primeira vitória de Ivo (1 de 3 medalhas para o próprio) foi um grande indicador para a possível conquista de mais vitórias ou medalhas. O jovem de 21 anos foi terceiro na Taça do Mundo de Minsk – Bielorrússia – e conseguiu assegurar a vitória na geral individual. Pela primeira vez, Portugal apresenta um vencedor de uma Taça do Mundo em ciclismo de pista e isso é de um incrível valor! Nesta disciplina de Corrida por Pontos, a vitória alcançada resultou igualmente no apuramento de Portugal para os Campeonatos do Mundo de 2018 em pista (em Apeldoorn, nos Países Baixos).

Esta última prova foi ganha por Jan Willem van Ship, sendo que esta corrida por pontos se define como uma prova em que os ciclistas somam pontos em sprints ao longo da mesma e acaba por vencer quem obtiver mais pontos no final de tudo, ao contrário de outras provas mais habituais dentro do mundo do ciclismo. Portanto, com o terceiro lugar alcançado nesta última prova, foi possível fazer-se a festa para o ciclista de Vila Nova de Gaia.

O esforço de Ivo Oliveira voltou a ser recompensado, desta vez, com uma medalha de prata na prova de Perseguição Individual. O desgaste sentido nesse dia acabou por ser prejudicial para o português e levou-o a ter que se contentar com o segundo lugar e a consequente medalha. Ainda assim, mais um grande trabalho. O britânico Charlie Tanfield foi quem conquistou a prova e respetiva medalha de ouro. Esta prova de Perseguição Individual é uma disciplina que se disputa num contrarrelógio de quatro quilómetros à volta da pista.

Fonte: sobrenet
Pela primeira vez, Portugal apresenta um vencedor de uma Taça do Mundo em ciclismo de pista
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Pouco tempo depois, a dupla de gémeos voltou ao ataque para disputarem a prova de Madison (semelhante à Corrida por Pontos, mas em formato de pares). Ao vencerem o último sprint do dia, conseguiram chegar ao pódio e a mais uma desejada medalha, desta vez de bronze. A dupla de Hong Kong – Kink Lok Cheung e Chun Wing Leung – foi a vencedora dessa mesma prova.

Para terminar, tivemos novamente Ivo Oliveira em destaque com o português a conseguir mais uma medalha de prata, desta vez na prova de Scratch. Durante as 60 voltas ao velódromo de Minsk, o ciclista luso foi um dos três que conseguiu até dobrar o próprio pelotão. A correr em casa, foi o bielorrusso Yauheni Karaliok a vencer. Rui Oliveira também competiu na jornada de encerramento da Taça do Mundo, acabando o concurso de Omnium na oitava posição. A corrida por pontos acabou por não correr como o esperado e atirou o jovem português para o oitavo lugar, ficando longe do pódio, encabeçado pelo holandês Jan Willem van Schip.

Apenas para contextualizar, a prova de Scratch é uma corrida em que todos os pilotos começam juntos e o objetivo é simplesmente terminar primeiro depois de um certo número de voltas, sendo que o Omnium é o grande conjunto das várias provas e consiste em acumular o maior número de pontos nas competições – neste caso, são 6 diferentes.

Antes desta jornada na Bielorrússia, Portugal nunca havia alcançado nenhuma medalha em provas da Taça do Mundo. Desta vez, foram logo quatro por intermédio de Ivo e Rui Oliveira, os gémeos prodígio do ciclismo de pista nacional e que continuam a fazer história desde bem cedo na sua carreira.

Foto de Capa: FPCiclismo

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