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Cabeçalho modalidadesNo principal jogo da noite de quarta-feira, num Dragão-Caixa completamente esgotado, Porto e Sporting disputaram um encontro sempre muito equilibro, onde os azuis e brancos foram quem mais procurou marcar e garantir os três pontos que os colocassem mais próximos do duo da frente (Benfica e Sporting). A procura teve o seu efeito e os dragões venceram o clássico por 2-1.

O jogo teve um inicio equilibrado, com ambas as equipas a optarem por ataques mais longos, alargando os tempos de posse de bola. A paciência era algo bem patente.

À beira dos cinco minutos de jogo, Pedro Gil tentou “inventar” uma jogada e mal arranjou espaço disparou, mas Carles Grau parou o esférico sem grande dificuldade. Pouco depois, foi Gonçalo Alves, o mágico do Porto, quase a abrir o marcador com uma jogada atrás da baliza verde e branca.

Disputados dez minutos, o equilíbrio mantinha-se. Os dois conjuntos apresentavam um bloco defensivo sólido e baixo, o que não permitia grandes chances de golo junto das balizas. Apenas em situações de transição de dois para dois, onde o espaço disponível era maior, o jogo se tornava mais virtuoso.

A meio da primeira parte o Porto começo a pegar mais no encontro, aumentando a velocidade da troca de bola e apostando em stickadas de meia distancia, sendo que algumas chegaram mesmo a embater nos ferros da baliza defendida por Girão. Mesmo a conseguir criar mais perigo, a tarefa de entrar na defensiva do Sporting continuava sem ser nada fácil. No ataque, os leões mantinham a toada apresentada desde o início, posses de bola longas, sendo que muitas delas a esgotavam o limite dos quarenta e cinco segundos.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa, o Sporting quase abriu o ativo através de uma stickada fortuita de João Pinto, que foi desviada por alguns jogadores do Porto e que, por pouco, não traiu Grau. Cerca de um minuto e meio depois, foi o Porto quem ficou perto de inaugurar o marcador. Primeiro, através de uma stickada cruzada de Gonçalo Alves e depois, por uma bela jogada coletiva que deixou Ton Baliu isolado perante Girão, com o guarda-redes leonino a levar a melhor. O Porto continuou a insistir e a dois minutos e onze do intervalo, Henrique Magalhães fez falta sobre Telmo Pinto dentro da sua grande área. Gonçalo Alves foi o escolhido para a conversão do penalti, mas Girão manteve a baliza do Sporting fechada.

Finalizado o primeiro tempo, dragões e leões mantinham o resultado com que haviam inicio o jogo, ou seja, com 0-0 no marcador. O Porto foi a equipa que mais procurou chegar ao golo, sobretudo através do uso da meia distancia, mas o Sporting estava muito bem no capitulo defensivo. Conseguindo ter um quadrado sólido junto à baliza de Girão que, sempre que era chamado a intervir, respondia a alto nível.

Antes do começo do jogo, Edo Bosh, mítico guarda-redes do Porto, foi homenageado pelos dezoito anos em que vestiu a camisola azul e branca Fonte:  FC Porto
Antes do começo do jogo, Edo Bosh, mítico guarda-redes do FC Porto, foi homenageado pelos dezoito anos em que vestiu a camisola azul e branca
Fonte: FC Porto

Segundos após ser retomado o jogo, Pedro Gil teve uma grande oportunidade para fazer o primeiro, mas Carles Grau levou a melhor no duelo com o seu compatriota. Passados alguns minutos, num lance de contra-ataque de três para dois, o Porto esteve perto de marcar, mas Girão voltou a manter a sua baliza a zeros.

Praticamente em cima da marca dos cinco minutos da segunda metade, Toni Pérez “sacou” 10ª falta a Reinaldo Garcia. Pedro Gil, frente a frente com Grau, enviou a bola ao ferro e, na recarga, não conseguiu ultrapassar o guarda-redes portista.

A segunda parte estava bem mais animada, com maior velocidade e intensidade, havendo mais espaço e, por sua vez, oportunidades em ambas as balizas, mas o golo continuava sem aparecer. O Porto continuava a ser a equipa que mais arriscava, enquanto que o Sporting procurava responder, sobretudo, em contra-ataque.

Em cima da marca dos dez minutos da segunda parte, Gonçalo Alves, com uma bola enrolada junto à linha de meio campo desatou o nó e abriu o marcador.

O Porto era a equipa que mais arriscava e através de um lance totalmente fortuito foi feliz. A vantagem azul e branca libertou os jogadores do Sporting de algumas “amarras” taticas, na tentativa de chegar ao empate. Algo que os portistas tentavam aproveitar na procura de uma vantagem mais confortável.

Já dentro dos últimos dez minutos, o Porto ficou bem perto do 2-0, em virtude de um contra-ataque de três para dois, mas Reinaldo Garcia, com a baliza completamente aberta, acertou no poste. Não aumentaram os dragões, empataram os leões. João Pinto, em cima de Grau, desviou uma bola enrolada por Caio e apontou o 1-1.

Restabelecido o empate, o Sporting, que ainda para mais estava à “bica” (9ª faltas), voltou a um estilo de jogo mais fechado e de menor risco atacante. Dando primazia à defesa. O empate não era um mau resultado para os leões, mas era péssimo para os azuis e brancos, que, nesta altura, voltaram a pegar nas rédeas do jogo.

A cinco minutos do final, surgiu a 10ª falta do Porto. Isto, devido a uma falta de Henrique Magalhães. Hélder Nunes, o capitão portista, assumiu a marcação do livre-direto e, inicialmente, stickou rasteiro e ao lado, mas na recarga colocou a bola ao primeiro poste e voltou a colocar o Porto na dianteira.

O Sporting respondeu e a três minutos e meio do fim esteve perto de restabelecer o empate, mas Grau parou uma jogada criada por Pedro Gil. Volvido um minuto, num lance de contra-ataque, Gonçalo Alves quase vez o 3-1, mas Girão, com uma enorme parada, impediu o terceiro tento portista.

A pouco mais de um minuto do términus do encontro, Caio arrancou a 15ª falta do Porto a Rafa. O próprio foi o escolhido para a conversão da bola parada e quase tirou Grau da jogada, mas o espanhol, com a perna esquerda, aguentou a magra vantagem dos dragões. Desperdiçado o livre direto, o Sporting arriscou tudo e retirou Girão, colocando um jogador de campo no seu lugar. A alguns segundos do jogo acabar, Grau impediu o empate em duas situações, primeiro a João Pinto e, na recarga, a Caio.

Vitória importante para o Porto, que foi a equipa que mais arriscou e procurou conquistar os três pontos em disputa e que foi, justamente, feliz. Desta forma, os dragões alcançaram os trinta pontos e aproximaram-se de Sporting, que tem 31, e Benfica que, em virtude da derrota do Sporting, subiu ao primeiro lugar da tabela ao ter vencido o Infante Sagres, adversário dos dragões no próximo fim de semana, por 9-5, contabilizando 32 pontos.

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