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No segundo encontro das meias-finais da Euroliga feminina, o Stuart de Massamá deu uma enorme réplica ao Gijón, equipa das atuais campeãs da OK Liga e vice-campeãs da europa, mas acabou por perder por 7-4.

O Gijón, equipa teoricamente mais forte, entrou melhor, tal como se poderia antever, e ia criando dificuldades a Cláudia Vicente. O Stuart, apesar de não ter grandes oportunidades, tentava ter bola e manter o esférico afastado da sua baliza, procurando aproveitar possíveis erros das espanholas.

A primeira grande oportunidade de golo pertenceu ao Stuart que, com cerca de oito minutos jogados, viu Sofia Moncóvio, a passe de Tânia Freire, ficar isolada perante Elena González que impediu as pretensões da jogadora do conjunto de Massamá.

Os minutos iam passando e o marcador continuava a zeros. No entanto, numa situação que poderia resultar em contra-ataque para o Gijón, Tânia Freire acabou por ver um cartão azul. María Díez, com uma enorme oportunidade para abrir o ativo, não conseguiu bater Cláudia Vicente.

Em situação de superioridade numérica, o Gijón teve algumas chances para marcar, mas a guarda-redes do Stuart manteve o marcador sem nenhuma alteração.

Tânia Freire, capitã do Stuart, foi um dos principais destaques da equipa de Massamá ao apontar dois golos
Fonte: BnR/Carlos Silva

O Gijón estava claramente por cima, mas o Stuart, sempre que conseguia, ia aproveitando alguns erros cometidos pelas catalãs na circulação do esférico. Faltava concretizar essas oportunidades.

Com pouco mais de seis minutos para jogar, o Stuart voltou a ter uma enorme chance para abrir o marcador, mas Ana Catarina não conseguiu marcar. Pouco depois, Tânia Freire, isolada, também não conseguiu finalizar. Não muito depois, num contra-ataque de dois para um, Tânia Freire voltou a perder um novo duelo contra Elena González.

A faltarem menos de cinco minutos para a pausa, num lance onde Cláudia Vicente é mal batida, Sara Roces fez o primeiro golo da partida. A resposta não demorou muito. Com três minutos e dezanove para o intervalo, através de um livre-indireto, Ana Catarina redimiu-se e restabeleceu o empate. Passados dois minutos, o Stuart aproveitou uma das várias bolas perdidas na defensiva do Gijón e a passe de Tânia Freire, Ana Catarina bisou no encontro.

Pouco depois, num lance que obrigou a haver conversa entre os dois árbitros, o Gijón beneficiou de uma grande penalidade. María Díez ainda stickou por cima, mas na recarga voltou a igualar o jogo. Ainda antes da saída para as cabines, Ana Catarina poderia ter chegado ao “hacttrick”, mas Elena González, com uma enorme parada com a luva esquerda, impediu o terceiro golo da equipa do concelho de Sintra.

Terminada a primeira parte, o marcador ditava um empate a 2-2. Resultado surpreendente, tendo em conta a diferença de forças, teoricamente falando, entre Stuart e Gijón. No entanto, o Massamá, a jogar de forma partida, ou seja, em dois-dois, conseguia defender bem, contando, também, com uma bela exibição de Cláudia Vicente, assim como aproveitar algumas das várias oportunidades que teve. Muitas delas precedidas de erros defensivos das jogadoras do Gijón. Equipa que atacava bem, mas deixava muito a desejar no ponto de vista defensivo.

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