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Uma semana depois do clássico para a Liga Europeia, o Porto e o Benfica voltaram a defrontar-se no Dragão Caixa, desta feita numa partida a contar para os quartos-de-final da Taça de Portugal. Os encarnados deram uma boa réplica, mas os dragões venceram por 5-2 e garantiram a presença na Final-Four da prova rainha do Hóquei em Patins português.

Quarenta segundos de jogo depois, Hélder Nunes iria seguir isolado para a baliza benfiquista, mas foi travado em falta por João Rodrigues que acabou por ver um cartão azul. Foi o próprio Hélder Nunes a encarregar-se da marcação do livre-direto, mas Pedro Henriques, com as caneleiras, impediu a abertura do marcador.

Em superioridade numérica, o Porto teve duas chances para marcar e Rafa, apesar de ter desperdiçado a primeira, teve sorte no ressalto da segunda e fez o 1-0. Quase de seguida, Gonçalo Alves tentou uma iniciativa individual, mas o guardião das águias impediu o segundo. Contudo, não muito depois, Gonçalo Alves, completamente solto no interior da área benfiquista, recebeu um excelente passe de Hélder Nunes e aumentou a vantagem para 2-0.

Uma semana depois de ter sido eliminado da Liga Europeia, o Benfica voltou a entrar em falso no encontro, não conseguindo criar oportunidades de golo, nem ter uma boa prestação a nível defensivo. Assertiva, a equipa do Porto tapava os espaços para a sua baliza e, quando em posse, ia variando entre um jogo mais pausado ou mais direto.

Atravessada a fase inicial de domínio portista, a partida equilibrou e à passagem dos oito minutos, o Benfica dispôs de uma situação de contra-ataque de dois para um e Adroher, a passe de Nicolia, reduziu a desvantagem para 2-1.

O tempo ia passando e o equilíbrio mantinha-se, sendo que as posturas defensivas estavam a levar a melhor perante as ofensivas. Assim, apenas através de stickadas de meia distância ou alguma iniciativa individual o esférico incomodava Nelson Filipe ou Pedro Henriques.

Na parte final do primeiro tempo, após um time-out pedido por Guillem Cabestny, o Porto melhorou e começou a impor mais intensidade na circulação do esférico, o que colocou Henriques em dificuldades. Contudo, foi o Benfica a ter a melhor oportunidade de golo, quando, a cerca de três minutos da pausa, Miguel Rocha surgiu isolado diante de Nelson Filipe mas acabou por enrolar a redondinha ao lado da baliza azul e branca.

Terminado o primeiro tempo, o Porto vencia justamente por 2-1, pois voltou a entrar muito forte em pista e só não marcou por mais ocasiões porque Pedro Henriques não deixou. O Benfica, por sua vez, teve mais um começo de jogo para esquecer, mas com o passar dos minutos reequilibrou o encontro e reduziu a diferença. Até ao intervalo, ambos conjuntos tiveram ainda algumas chances de golo, mas o marcador não se alterou.

Mais uma tarde, mais uma grande exibição. Sofreu cinco golos, mas evitou muitos mais
Fonte: FC Porto

As duas equipas regressaram dos balneários com vontade de marcar e, bem cedo, Gonçalo Alves disparou um “míssil” que Pedro Henriques parou com a sua luva esquerda. Em cima da marca dos três minutos da segunda parte e com o jogo em andamento, Nicolia fez falta sobre Hélder Nunes e viu um cartão azul. Hélder Nunes, a querer redimir-se da falha no começo da partida, assumiu a marcação do livre-direto e com uma excelente “picadinha” fez o 3-1. Que classe!

O Porto estava por cima e o golo de Hélder Nunes confirmou isso mesmo. Balançada pelo golo e pela vantagem no marcador, os dragões iam carregando e só Pedro Henriques ia evitando novas comemorações no dragão-caixa.

Em cima da marca dos oito minutos do segundo tempo, Jordi Adroher viu um cartão azul por impedir que Reinaldo Garcia saísse para o ataque. Hélder Nunes, de regresso à marca do livre-direto, voltou a realizar um excelente gesto técnico, retirando Pedro Henriques do lance, aumentado a vantagem azul e branca para 4-1. Pouco depois, surgiu a 10ª falta do Porto, devido a uma falta de Reinaldo Garcia sobre Miguel Rocha. Nicolia, chamado à conversão do livre-direto e a ter obrigatoriamente que marcar, tentou “imitar” Hélder Nunes, mas Nelson Filipe respondeu com uma enorme intervenção.

À procura de reduzir a desvantagem, o Benfica ia conseguindo criar algumas oportunidades de golo, mas Nelson Filipe, que estava numa tarde sim, ia negando novos golos ao conjunto de Pedro Nunes. A destapar os terrenos defensivos, o Porto, em várias situações, ia estando perto de marcar. Porém, o marcador não mexia. A menos de oito minutos do fim, Nicolia cometeu a 10ª falta encarnada após uma falta sobre Jorge Silva. No quarto duelo entre Hélder Nunes e Pedro Henriques, o guardião das águias voltou a levar a melhor diante do capitão portista.

A cerca de seis minutos do fim, Gonçalo Alves, totalmente isolado, teve uma enorme chance para fazer o quinto, mas não conseguiu bater o guardião encarnado. De seguida, Rafa, também isolado, enviou o esférico à barra. Todavia, acabou por ser o Benfica a marcar. Miguel Rocha, em posição frontal, recebeu um passe de Nicolia e atirou a contar, fazendo o 4-2. O Porto não sentiu o golo e Hélder Nunes apontou o 5-2, repondo a vantagem de três golos.

Com a partida cada vez mais perto do final, o Benfica começou a apostar num estilo de jogo mais direto, o que ia colocando alguns problemas à defensiva portista. Contudo, com mais ou menos dificuldade, Nelson Filipe segurou a vantagem portista e garantiu a passagem dos dragões à Final-Four da Taça de Portugal pela terceira época consecutiva.

Duas semanas de clássicos e duas vitórias justas do Porto, que foi sempre a melhor equipa em rinque e, apesar de o Benfica ter estado melhor no encontro desta tarde, nunca conseguiu fazer frente aos comandados de Cabestany. Este resultado permite ao Benfica conquistar apenas o campeonato nacional, enquanto que o Porto ainda pode fazer o pleno.

Nos restantes jogos dos quartos-de-final, o Riba d’Ave, conjunto da 2ª divisão norte, fez história e derrotou, em casa, o Valença por 5-4, após a marcação de grandes penalidades, regressando à Final-Four da Taça de Portugal vinte anos depois da última presença que ocorreu na cidade de Lousada, no ano de 1998. Também no norte, o Tomar foi até à Maia bater o clube local por 7-2 e carimbar a passagem à Final-Four.

Com ainda uma partida por se disputar, as meias-finais da Taça de Portugal de Hóquei em Patins são as seguintes:

Riba d’Ave HC-FC Porto

SC Marinhense/AD Valongo-SC Tomar

 

Equipas

FC Porto: 10-Nelson Filipe, 9-Rafa, 57-Reinaldo Garcia, 77-Gonçalo Alves e 78-Hélder Nunes

Jogaram ainda: 5-Telmo Pinto, 8-Ton Baliu, 15-Jorge Silva

Banco: 1-Carles Grau e 47-Alvarinho

 

SL Benfica: 1-Pedro Henriques, 2-Valter Neves, 4-Diogo Rafael, 5-Carlos Nicolia e 9-João Rodrigues

Jogaram ainda: 7-Jordi Adroher, 14-Tiago Rafael e 44-Miguel Rocha

Banco: 10-Guillem Traball e 74-Vieirinha

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