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A final da 54.ª edição da Taça de Portugal de rugby masculino opôs GD Direito e Agronomia, num encontro disputado no Complexo Desportivo de Setúbal. A partida ditou a nona Taça de Portugal no palmarés do GD Direito, igualando a (própria) Agronomia e sucedendo ao CDUL, vencedor da Taça de Portugal em 2015.

A Agronomia não conquistava um lugar na final da taça desde 2013 – na altura perdeu frente ao CDUL – mas em 2015/2016 deixou para trás as equipas Benfica, CR Évora e Belenenses e carimbou a passagem ao jogo decisivo. Já o GD Direito, vencedor da Taça de Portugal em 2014, teve uma tarefa mais complicada pela frente: teve que derrotar RC Lousã, GDS Cascais e CDUL para atingir a final da segunda competição mais importante a nível nacional.

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Ao contrário do que tem sido habitual, Setúbal recebeu a final da Taça. O público aderiu em massa
Fonte: Luís Cabelo

A partida começaria com algum nervosismo dos Agrónomos. Nuno Sousa Guedes não desperdiçaria a oportunidade e inauguraria o marcador com uma penalidade marcada de forma exemplar. Pouco depois, a pressão agrónoma começaria, também ela, a dar os seus frutos e Manuel Murteira, também na marcação de um pontapé de penalidade, empataria o jogo. A Agronomia começaria a ocupar melhor os espaços, mas António Ferrador escapar-se-ia pela linha após passe de Pedro Leal e marcaria o primeiro ensaio do jogo (convertido por Nuno Sousa Guedes), fazendo o 10-3. A formação comandada por João Moura e Luís Pisarra não baixaria os braços e, pouco depois, Manuel Murteira, na cobrança de nova penalidade, encurtaria a distância pontual. O nervoso miudinho começaria a notar-se nos Advogados, que veriam a sua posse de bola menos intensa que o normal, bem como a necessidade de recorrer a faltas estratégicas. Antes do intervalo, tempo para – o incansável! – Manuel Murteira fazer o gosto ao pé por (outras) duas vezes e a Agronomia assumiria o controlo do jogo, recolhendo aos balneários com vantagem no marcador: 12-10.

Boa exibição dos agrónomos, que se podem queixar de falta de sorte. Fonte: Luís Cabelo
Boa exibição dos agrónomos, que se podem queixar de falta de sorte
Fonte: Luís Cabelo

Na segunda parte os Advogados viriam a entrar mais concentrados e (mais) uma penalidade convertida por Nuno Sousa Guedes daria de novo o controlo à equipa orientada por Martim Aguiar. Nem por isso os Agrónomos retirariam o foco: um misto de experiência e juventude dava a irreverência necessária para tomar conta do jogo. No entanto, a falta de assertividade necessária nos últimos metros deixava tudo na mesma. O marcador só viria a sofrer alterações a três minutos do final da partida, quando Pedro Leal com um drop aumentaria a vantagem do GD Direito, que assim respiraria de alívio.

Esta foi a ”machadada” final nas aspirações da equipa da Agronomia, que havia estado mais controladora e possessiva mas não saberia capitalizar essa posse em pontos. Antes do apito final, José Cabral e Pedro Leal aproveitariam o descontrolo emocional da equipa de João Moura para marcarem dois ensaios e dilatarem o resultado final. 30-12, vitória com números convincentes por parte dos Advogados, que pouco reflectem o que realmente se passou dentro de campo. Depois da Supertaça e da Taça Ibérica, o GD Direito arrecadou a Taça de Portugal, mostrando que as finais são, antes de tudo o mais, para vencer.

 Foto de Capa: Luís Cabelo

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