Respirem fundo e prossigam a ler. Não se trata de nenhuma discussão política, por isso não vou aqui falar sobre Mário Centeno a ver jogos no Estádio da Luz, se o Presidente Marcelo Rebelo de Sousa é do SC Braga ou se a política de direita anda a combinar resultados.

Na verdade, a par do texto já publicado aqui no site sobre a ala esquerda do SL Benfica, agora fazemos uma pequena análise à asa direita dos encarnados.

Enquanto que de um lado existe Grimaldo, Zivkovic e Cervi, deste lado direito temos André Almeida, Zivkovic e Rafa.

Desde o início da época até agora, a tática mostrou-se diferente, com alternâncias entre André Almeida e Douglas, Krovinovic a lesionar-se e dar lugar ao sérvio e Rafa a crescer depois de Salvio ter de sair pela mesma razão de ‘Krovi’. Como além de ter havido diferenças ao longo da época, também se nota que houve evolução positiva desde então, e sendo agora o jogo mais sólido dos encarnados esta temporada, é do trio que mencionei no parágrafo acima que decidi falar.

A inclusão de Zivkovic em ambas as alas é explicada de forma simples: por ele passam as transições entre a defesa e o ataque quer do lado esquerdo, quer do direito, quer mesmo das transições entre ambas as alas.

Ainda que tenha de concordar com a premissa do meu colega de secção, que diz que “é na esquerda que está o principal motivo do sucesso do estilo de jogo encarnado”, acredito que a direita do onze encarnado não poderá ser, de todo, ignorada.

Começando na defesa, o ‘bombeiro’ André Almeida finalmente parece ter encaixado de estaca na formação encarnada. As exibições melhoram, está mais assertivo, taticamente pertinente e consegue ajudar a equipa nas transições ofensivas. Quanto a Rafa, este tem vindo a explodir desde que ganhou minutos consecutivos após a lesão do argentino Sálvio. A par da asa esquerda, Cervi, o português é também uma seta a ir para o 1×1, culminando, no entanto, mais vezes em local de finalização, devido à sua interiorização no jogo, do que o parceiro camisola 20, que descai mais para a lateral e tenta mais vezes o cruzamento.

Embora em extremos opostos, é usual ver a colaboração de Cervi com Rafa na mesma ala
Fonte: SL Benfica

Por fim, o elo de ligação Zivkovic consegue controlar muito bem a transição entre as laterais, cobrindo os desvaneios táticos de Cervi quando faz parceria com Rafa no lado direito, ou apoiando o extremo português quando se mete por território de elevada densidade populacional. Mas o que mais de bonito se vê, são as diagonais e sprints de Rafa à espera que o sérvio coloque a bola entre ou por cima da linha defensiva adversária. Depois é vê-lo correr desenfreadamente em direção à baliza.

Finalizando, o equilíbrio defensivo fornecido por André Almeida, aliado à velocidade e irreverência de Rafa e à ponderação tática e transacional de Zivkovic, garantem ao Benfica uma linha direita cada vez mais sólida.

Agora a apenas dois pontos do líder, e a depender apenas de si próprio, chegarão estas duas asas, quer direita, quer esquerda, cheias de qualidade ser suficientes para conquistar o Pentacampeonato? Saudações Benfiquistas!

Foto de Capa: SL Benfica

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