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Ainda não foi desta que o Benfica conseguiu triunfar na presente edição da Champions League. Agora, as contas estão ainda mais complicadas no que ao apuramento para a próxima fase diz respeito, mas ainda há esperança e essa deve sempre prevalecer.

Olhando para o que passou no (péssimo) relvado do Estádio Louis II, entre Mónaco e Benfica, o empate acaba por ser o resultado mais justo face à produção de ambas as equipas durante os 90 minutos. Depois de uma entrada pouco conseguida na partida, o Benfica procurou estabilizar em campo a partir dos 20 minutos de jogo e, mesmo sem fazer uma exibição de encher o olho, algumas oportunidades de golo surgiram na baliza do belo guarda-redes do emblema monegasco, o croata Subasic, ainda na primeira parte.

Ocampos, logo no início do jogo, teve a melhor ocasião de golo do Mónaco durante toda a partida, mas desperdiçou-a escandalosamente, e esse lance pareceu acordar as águias. Na resposta, alguns minutos depois, Lima poderia ter batido o guardião adversário por duas ocasiões, mas o brasileiro não revelou astúcia para colocar o Benfica a vencer.

Da primeira parte pouco mais há para contar, já que o jogo foi sempre disputado a meio-campo e os jogadores, quer de um lado quer do outro, mostraram-se pouco clarividentes para melhorar a qualidade do espectáculo. A equipa portuguesa sentiu sempre dificuldades na fase de construção, pois Enzo Perez e Talisca tocavam poucas vezes na bola e a equipa perdia-se em jogadas individuais quase sempre inconsequentes.

De facto, havia muitos aspectos a melhorar para o segundo tempo, e na verdade as correcções efectuadas ao intervalo, sobretudo a nível táctico, revelaram-se positivas para o Benfica.  A formação encarnada apareceu mais solta nos segundos 45 minutos, e a prova disso são as várias oportunidades de golo de que a equipa dispôs para sair do Mónaco com os três pontos. Sob a batuta do génio Nico Gaitan, o melhor em campo, as águias conseguiram jogar mais no campo adversário e consequentemente colocar em sentido a defesa da equipa orientada por Leonardo Jardim. Do pé esquerdo do argentino saíram as duas melhores chances para o Benfica chegar à vantagem nesta partida. A primeira finalizada pelo 10 encarnado foi negada por Subasic, depois de um túnel delicioso de Gaitan ao seu adversário; minutos depois, é o mesmo argentino que inicia um excelente lance que ele mesmo deveria ter concluído, caso Salvio não tivesse sido egoísta e rematado à figura do guardião monegasco.

As águias lutaram, mas não conseguiram a primeira vitória na Champions este ano Fonte: Sky Sports
As águias lutaram, mas não conseguiram a primeira vitória na Champions este ano
Fonte: Sky Sports

A fluidez ofensiva do Benfica durante um certo período da segunda parte parecia poder levar as águias a um importante triunfo, mas tal pensamento desvaneceu-se no momento em que Lisandro Lopez, já com amarelo, faz uma entrada violenta ao português João Moutinho, o que valeu, naturalmente, a expulsão ao central argentino. Ora isto foi o pior que poderia ter acontecido ao Benfica, que teve de recuar as suas linhas para segurar o resultado e não mais teve possibilidades de procurar a vitória. Após a expulsão de Lisandro, o Mónaco ainda tentou a conquista da vitória, mas o Benfica fechou-se bem e a entreajuda dos jogadores encarnados na recta final do encontro fez com que o empate prevalecesse até ao final. Resultado justo pelo equilíbrio que se verificou durante o encontro; ainda assim fica a ideia de que o desfecho poderia ter sido outro se Lisandro não tivesse sido expulso na melhor fase da equipa encarnada durante toda a partida.

Contas feitas, o Benfica soma apenas um ponto neste grupo liderado pelo Bayer Leverkusen, que bateu o Zenit e soma agora seis pontos. Há ainda três jogos para as águas disputarem, dois deles no Estádio da Luz, pelo que o apuramento para os oitavos de final da Liga Milionária pode ser uma simples miragem, mas ainda é uma miragem.

A Figura:

Nico Gaitán – Mais uma vez, o argentino foi o jogador mais clarividente e esclarecido em campo. Do seu portentoso pé esquerdo saíram as jogadas de maior perigo da equipa. Sem esquecer os pormenores deliciosos que até impressionaram o Príncipe Alberto do Mónaco.

O Fora de Jogo:

Lisandro – O central argentino não teve a estreia mais feliz nas competições europeias. Foi infantil quando fez aquela entrada dura sobre o adversário, e a sua expulsão retirou a possibilidade de vitória à equipa do Benfica.

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