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Esta foi uma época para esquecer para os estorilistas, com a equipa da Linha a não só descer à II Liga, mas também a sofrer a derradeira humilhação do último lugar da classificação. Perante este pesadelo, não basta chorar, é preciso também analisar o porquê disto ter acontecido para assegurar que não se repete.

Comandados por Pedro Emanuel, que havia feito uma excelente campanha na segunda metade da época anterior, o início da temporada foi difícil com uma goleada sofrida frente ao FC Porto, mas os jogos seguintes mostraram um Estoril diferente e a praticar bom futebol, ainda que os resultados nem sempre fossem de encontro a essa realidade.

Seria sol de pouca dura, já que não demoraria muito até que a qualidade de jogo voltasse a diminuir e os canarinhos fossem esmagados em Braga (6-0) numa humilhação que só seria replicada quando os minhotos visitassem a Amoreira na segunda volta, em iguais números. A verdade é que perante esta irregularidade de resultados e de exibições e com a corda ao pescoço na tabela, optou-se pela solução fácil a que estamos habituados no futebol: deixar cair o treinador.

Vitória sobre o Sporting deu esperança de evitar a descida
Fonte: GD Estoril Praia SAD

Ora, é certo que naquela situação havia uma crescente pressão sobre Pedro Emanuel que dificilmente se conseguiria manter no cargo, no entanto, era possível perceber que o problema não estava confinado ao treinador, cujas provas de qualidade existiam. Por isso, este deveria ter sido o momento da direção compreender que esta não é a solução mágica para os problemas de uma equipa.

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