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fc porto cabeçalhoÓliver Torres, para além de ser o segundo futebolista mais caro de sempre em Portugal, é também um dos mais geniais jogadores da história recente do FC Porto. O pequeno espanhol parece ter sido parado na sua evolução pelo “kick and rush” imposto por Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres mas, com um treinador capaz de potenciar as suas qualidades este pode, no futuro, figurar entre os jogadores mais caros a transferir-se do futebol português.

Óliver é, atualmente, o potencial melhor médio da Liga NOS. A sua capacidade para ler o jogo, decidir em função do mesmo e executar com precisão, não tem par no campeonato português. O espanhol vê mais e mais rapidamente do que qualquer outro futebolista a atuar em Portugal e, com a sua capacidade de passe, consegue quebrar linhas com uma tremenda facilidade. É ele o motor do momento ofensivo do FC Porto, a “casa de máquinas” do meio campo azul e branco, o homem pelos pés de quem passa todo o jogo ofensivo da equipa. O que lhe falta em capacidade física, entenda-se, atlética, sobra-lhe em capacidade para perceber tudo o que se passa em seu redor e posicionar-se de forma a antever as mais diversas situações de jogo.

Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres
Fonte: Página do Facebook de Oliver Torres

Porém, Óliver precisa de um modelo de jogo que privilegie o seu jogar, entenda-se, com foco na organização em posse e na tomada de decisão. Com Nuno Espírito Santo e o seu futebol demasiado direto e privilegiando os duelos individuais em todas as zonas do terreno de jogo, o pequeno génio espanhol foi perdendo a sua influência na equipa e no futebol praticado pelo FC Porto. Deixou de ser ele quem pautava o ritmo do jogo, deixou de ser ele a ligar o jogo ofensivo da equipa, em suma, desapareceu a “casa de máquinas” do meio campo do FC Porto. Muitos afirmam que Óliver esteve aquém do potencial que lhe é reconhecido quando, na verdade, o que se verificou foi uma significativa incompatibilidade entre as caraterísticas do jogador e o modelo de jogo (se é que pode dizer-se que o FC Porto de Nuno Espírito Santo tinha um modelo de jogo definido) preconizado pelo seu treinador.

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