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Recomposto da “doença” que o afastou das conquistas ao longo dos últimos quatro anos, o dragão parte para a nova época claramente apostado em dar seguimento ao que de bom foi feito para, com um desenvolvimento sustentado, ir em busca de novos êxitos.

Pôr cobro ao sentimento de hegemonia que se instalara no rival foi determinante para que o clube da Invicta voltasse a chamar a si as luzes da ribalta. Envolvido em dúvidas e desconfianças, o FC Porto de Sérgio Conceição lá foi trilhando o seu caminho que o haveria de fazer recuperar o lugar com o qual tanto se revê: o topo.

O preço a pagar pelo sucesso é, evidentemente, grande e, no caso dos azuis e brancos, que enfrentaram nos últimos anos um período de contenção económica fruto de uma gestão um tanto ao quanto ineficaz, esse preço acaba por ser ainda mais alto. Nesse sentido, não surpreende a menor capacidade negocial do clube no mercado de transferências. A dificuldade em desencantar substitutos à altura para os que partiram tem vindo a ser um enorme problema já de uns anos a esta parte.

O FC Porto procurará manter o seu núcleo duro e evitar saídas nesta janela de transferências
Fonte: FC Porto

Numa época em que o FC Porto tem e precisa de dar ao seguimento ao processo de recuperação, desportiva e financeira, vê-se também confrontado com um fortíssimo investimento do rival SL Benfica. Esse acaba por ser o primeiro grande desafio. É certo que é possível fazer muito com pouco, essencialmente para Sérgio Conceição, mas essa premissa não há de resultar para sempre. Mesmo que não possa entrar em loucuras, o FC Porto tem de apresentar um plantel forte, equilibrado e claramente capaz de dar garantias em todas as competições, não só no Campeonato como também nas taças, que continuam atravessadas na garganta.

Para isso, de resto, importa reconhecer que se afigura um árduo trabalho para o treinador o facto de se ver obrigado a reconstruir um setor que foi um dos pilares na conquista do último título: a defesa.

Depois, a extensão temporal do mercado de transferências também não joga nada a favor dos dragões, que podem ver de uma assentada fugir-lhes Herrera, Marega e Brahimi. Pinto da Costa garantiu que todos, à exceção de Brahimi, são intransferíveis, mas as carteiras dos grandes europeus podem tudo. Assim, é com essa incógnita que SC vai aguardando pelo fim do mercado, ciente de que muitas são as limitações que vão adiando o reforço de um plantel que anseia por um acrescento quantitativo e qualitativo.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

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