O FC Porto teve a melhor época dos últimos tempos. Se no futebol o clube se saagrou campeão nacional, também podemos dizer que em termos financeiros o ano foi positivo. As vendas de alguns atletas, bilheteria, cotas recebidas (principalmente com a classificação para as oitavas de final da UEFA Champions League) e materiais oficiais vendidos foram alguns ganhos que o clube teve nessa época.

Entretanto, para manter esse equilíbrio financeiro o FC Porto teve que “apertar os cintos”. Gastos exagerados em épocas passadas pesaram no clube e a cobrança chegou. Para não correr risco de ser punido pela UEFA, o FC Porto explorou a venda de seus atletas. Alguns destaques foram negociados por altos valores, como o avançado André Silva que se transferiu para o AC Milan por 38 milhões de euros e do médio Rúben Neves que foi para o Wolverhampton FC, da Inglaterra, por 18 milhões de euros. Essas duas transferências ajudaram o clube a ter suas contas aprovadas junto à UEFA na última época.

Uma temporada depois, o clube vive a mesma agitação em negociar atletas para manter o seu equilíbrio financeiro. Até o momento, as principais vendas foram as dos laterais Ricardo Pereira que foi negociado com o Leicester City FC, da Inglaterra, por 20 milhões de euros (mais possíveis cinco milhões de bônus) e do jovem Diogo Dalot que se transferiu para o Manchester United, da Inglaterra, por 22 milhões de euros. Porém, o clube não vive apenas das grandes vendas para ajudar nesse tão sonhado equilíbrio financeiro. O FC Porto costuma emprestar e depois negociar vários atletas que não teriam nenhum espaço na equipe. Essas negociações acabam por ajudar mais do que se imagina.

Duas épocas após a sua chegada, Willy Boly rumou ao futebol inglês por 12 milhões de euros
Fonte: FC Porto

Na atual época, o FC Porto já vendeu o defensor francês Willy Boly ao Wolverhampton FC, clube em que estava por empréstimo, por 12 milhões de euros, negociou o avançado sul-coreano Suk por dois milhões de euros ao ESTAC Troyes, da França, se desfez do holandês Martins Indi que se transferiu em definitivo para o Stoke City por 7,7 milhões de euros e liberou o guarda-redes Raúl Gudino para o CD Chivas, do México, por 1,2 milhão de euros. Apenas nessas vendas o clube arrecadou 22,9 milhões de euros com atletas que não teriam espaço algum no clube na próxima época. Isso é brilhante e acaba por corrigir os erros passados que o clube fez em contratá-los. Além dos jogadores citados, a diretoria portista ainda espera que o River Plate ative a cláusula de compra do médio colombiano Juan Quintero que está por empréstimo na equipa argentina. A cláusula é de 3,5 milhões de euros.

Com todas as vendas confirmadas o clube já alcançou a meta de valor recebido que estipulou para cumprir o programa imposto pela UEFA no âmbito do fair play financeiro, que era cerca de 55 milhões de euros. Como ainda estamos no início de junho outras negociações podem surgir, tanto de chegada quanto de saída de atletas, mas é um alivio para a diretoria ter alcançada a referida meta. Após analisar essas negociações temos a certeza que a venda de jogadores excedentários do elenco corresponde a uma boa parcela da receita do clube e com isso pode evitar que algum jogador importante do elenco seja negociado. A esperança de todo adepto é que o clube volte a navegar por águas financeiras mais tranquilas e consiga se fortalecer cada vez mais. O FC Porto inicia a sua pré-época em 03 de julho.

Foto de Capa: ESTAC Troyes

artigo revisto Port: Ana Ferreira

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