Era, no arranque da época, um dos nomes mais falados do plantel azul e branco. Entre os adeptos, um dos mais acarinhados. Óliver Torres já havia brilhado de dragão ao peito, encantou com a magia que deixava em campo mas tem passado ao lado deste FC Porto de Sérgio Conceição. Regressou à titularidade frente ao Sporting CP mas depressa a perdeu, voltando ao banco frente ao Vitória FC.

Dezasseis jogos na Primeira Liga, num total de 801 minutos utilizado. Este seria um cenário que poucos pensariam associar ao jovem médio espanhol no arranque da época. Ainda assim, acabou por ser um hábito vê-lo fora das opções do técnico e hoje, se o contrário acontecer e for parte do onze inicial, é provável que haja mais algum lesionado no boletim clínico ou uma gestão de esforço em marcha. E isso aconteceu no passado 18 de Abril, em jogo a contar para a Taça de Portugal. O FC Porto chegava a Alvalade com uma vantagem de um golo conseguida em casa na primeira mão e depois de ter jogado o “clássico” na Luz que devolveu a equipa à liderança do campeonato. Sérgio Conceição fez mudanças no plantel e lançou Óliver a titular, retirando do meio-campo Sérgio Oliveira.

A estratégia esteve perto de surtir efeito. Os dragões conseguiram controlar, durante praticamente toda a partida, o Sporting CP, tendo mais posse de bola e criando muitas dificuldades ao adversário para passar do meio-campo. E era no meio-campo que estava concentrado o centro de jogo do FC Porto, uma vez que por poucas vezes conseguiu traduzir essa superioridade em remates e lances de perigo junto à baliza de Rui Patrício. Óliver acabou por ser substituído já perto do final, ao minuto 83, para a entrada de Reyes, que assumiu posição à frente dos centrais. E foi precisamente depois da saída do espanhol, embora sem uma consequência directa que se possa associar, que o golo do Sporting CP surgiu e levou a eliminatória para os contornos que já conhecemos: prolongamento, grandes penalidades, leões na final.

O médio espanhol não conseguiu afirmar-se de dragão ao peito com Sérgio Conceição
Fonte: FC Porto

Ainda assim, e como seria de esperar, a titularidade de Óliver não se repetiu na partida seguinte, a contar para o campeonato. Sérgio Oliveira voltou a assumir o lugar que conquistou aquando da lesão de Danilo e o espanhol voltou a sentar-se no banco. Tal como já se tinha verificado na Luz, foi também frente ao Vitória FC uma das escolhas de Sérgio Conceição para mexer na equipa, entrando aos 63 minutos para render um Marega com queixas desde os 20 minutos de jogo. Com o FC Porto dominador e já a vencer por 4-1, qualquer mexida seria no sentido de fazer descansar os mais utilizados para a reta final da competição, com Óliver a não ter um papel decisivo para o resultado final nem para o desfecho do jogo.

E assim tem sido. Óliver Torres parece ter ficado definitivamente à margem do plano do técnico para esta época e não consegue agarrar a titularidade no meio-campo. A três jogos do final e quando o único sentido possível é a vitória, não será de esperar que esse cenário altere, a não ser que volte a pairar pelo Dragão o fantasma das lesões. Sérgio Conceição deverá apostar no onze que mais garantias lhe tem oferecido, com o espanhol a figurar entre os suplentes ou mesmo nos não convocados.

Foto de Capa: FC Porto

Artigo revisto por: Jorge Neves

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