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Vitória SC e FC Porto estiveram frente a frente neste sábado no derradeiro jogo da época para ambas as equipas. Por um lado, os dragões chegavam a Guimarães com o título de campeões nacionais garantido na jornada anterior. Por sua vez, os vimaranenses entravam na última jornada do campeonato na 8.ª posição depois de uma época menos conseguida. 

Nota para a troca de papéis entre os treinadores desta tarde, com Sérgio Conceição a regressar ao Berço com a possibilidade de alcançar um número histórico de pontos conquistados e José Peseiro a reencontrar o FC Porto, equipa que orientou na segunda metade da época de 2015/16. 

Os primeiros minutos do jogo foram muito disputados na zona do meio-campo, com as duas equipas muito “presas” e encaixadas no sistema tático do adversário. A primeira tentativa de perigo surgiu através de uma jogada combinada entre Óliver Torres e Gonçalo Paciência, duas das surpresas promovidas por Sérgio Conceição, com o internacional português a fazer um cabeceamento fraco a sair ao lado da baliza adversária. 

Em cima do primeiro quarto de hora de jogo, O Vitória SC dispôs de uma oportunidade de grande perigo pelos pés de Rafael Martins que, isolado na cara de Vaná, desperdiçou o golo com um remate ao lado. 

Gonçalo Paciência tentou mostrar serviço no seu primeiro jogo a titular no campeonato e aos 18′ fez o primeiro remate enquadrado com a baliza dos azuis e brancos com um remate forte fora da área. 

A passividade defensiva dos homens da casa fazia-se notar na primeira meia-hora de jogo e Óliver aproveitou esse facilitismo e rematou com perigo à entrada da área para uma defesa complicada de Miguel Silva numa das melhores oportunidades dos dragões no primeiro tempo. 

A cinco minutos do intervalo, Heldon aproveitou o passe falhado de Óliver e numa excelente jogada individual, colocou a bola nos pés de Wakaso que rematou à figura de Vaná, desperdiçando uma oportunidade clara de golo. 

Gonçalo Paciência insistia na procura do seu primeiro golo com a camisola dos dragões e esteve perto de marcar ainda antes do fim do primeiro tempo, desta vez através de um remate à meia-volta depois de uma assistência de Marcano. 

Chegava assim o intervalo naquele que foi um jogo morno e sem golos com o FC Porto a dominar o jogo com mais ataques, mas as oportunidades de maior perigo a pertencer ao Vitória SC. 

Apesar de não ter marcado, Marega foi uma das principais figuras da época dos dragões
Fonte: FC Porto

No regresso ao relvado, o FC Porto entrou novamente dominante e com a entrada de Tiquinho Soares pouco depois do intervalo, era clara a intenção de Sérgio Conceição em alcançar a vitória no estádio D. Afonso Henriques e de atingir o recorde de pontos na Liga. 

O FC Porto mantinha o domínio mas sentia dificuldade em materializar os ataques em lances de perigo e aliado a tudo isto, a defesa do Vitória SC também mantinha-se estável e organizada. 

Apesar de tudo, o FC Porto viria mesmo a chegar ao golo em cima do minuto 70′. Na conversão de um lance de bola parada, Alex Telles, o suspeito do costume, cruzou e encontrou a cabeça de Marcano que inaugurou o marcador com um potente cabeceamento para o fundo das redes. 

A cinco minutos do fim, Rafael Martins cabeceou para a baliza e colocou à prova o recém-entrado Fabiano que controlou bem a bola. 

Os azuis e brancos geriram a vantagem pela margem mínima até ao final do encontro e conseguiram assim assegurar uma vitória difícil em Guimarães e consequentemente alcançar os desejados 88 pontos no campeonato nacional. Os festejos continuam para os dragões que seguem agora para os festejos junto com os seus adeptos nos Aliados. 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Vitória SC: Miguel Silva;Sacko, João Afonso,Jubal e Konan; Heldon, Wakaso, Rafael Miranda e Raphinha (Subst. Sturgeon); Matheus (Subst. O.Estupiñán) e Rafael Martins 

FC Porto: Vaná (Subst. Fabiano); Maxi Pereira, Marcano, Felipe e Alex Telles; Brahimi, Óliver, Herrera e Corona (Subst. André André); Marega e Gonçalo Paciência (Subst. Tiquinho Soares). 

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O Nélson é estudante de Ciências da Comunicação. Jogou futebol de formação e chegou até a ter uma breve passagem pelos quadros do grande Futebol Clube do Porto. Foi através das longas palestras do seu pai sobre como posicionar-se dentro de campo que se interessou pela parte técnica e tática do desporto rei. Numa fase da sua vida, sonhou ser treinador de futebol e, apesar de ainda ter esse bichinho presente, a verdade é que não arriscou e preferiu focar-se no seu curso. Partilhando o gosto pelo futebol com o da escrita, tem agora a oportunidade de conciliar ambas as paixões e tentar alcançar o seu sonho de trabalhar profissionalmente como Jornalista Desportivo.                                                                                                                                                 O Nélson escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.