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Ausências de peso no estádio Municipal de Chaves com destaque para a estreia de Misic. Os leões com baixas importantes para arrombar a fechadura num campo sempre difícil para qualquer grande. A equipa da casa não podia contar com Matheus Pereira e Domingos Duarte. Já o Sporting sem Bruno Fernandes, Acuña, Piccini e Coentrão ausentes de um jogo muito importante para relançar a equipa na luta pelo título.

Ricardo na baliza; Paulinho, Maras, Nuno Coelho e Djavan na defesa; Tiba, Jefferson e Bressan no meio campo; Davidson e Perdigão no apoio a William formavam o onze dos flavienses. Do outro lado “São” Patrício, Batta, Mathieu, Coates e Bruno César criavam a barreira defensiva; William e Misic no meio campo com Ruben Ribeiro, Gelson, Bryan e Montero a formarem o quarteto ofensivo.

Com tantos ausentes, os leões, mais pareciam um dalmata recém-nascido com mais manchas negras que o registo criminal de Vale e Azevedo. Entrada sem ritmo e com pouca ambição para quem quer, ou sonha, chegar ao topo da Liga. Pouca pressão, pouca agressividade, pouca intensidade, falta de organização e sem um jogador capaz de fazer a ligação entre a defesa e ataque.

Aos dez minutos, Rui Patrício, com uma intervenção sublime, manteve as redes seguras. Doze minutos e resposta do Sporting num canto com uma boa defesa do guarda redes Ricardo. Aos catorze minutos, Bruno César não aguentou a pressão e saiu mais cedo para aviar uma picanha no balneário. Para o seu lugar entrava, o ex-marafado, Lumor. Em trinta minutos, era completamente perceptível as dificuldades leoninas em chegar com perigo à baliza do Chaves. Misic a demonstrar que o mercado de inverno de nada serviu para acrescentar qualidade ao plantel.

Aos trinta e dois minutos um exemplo cínico de falta de cérebro e de um finalizador. Primeiro Montero, depois Rúben Ribeiro e finalmente Gelson a falharem a primeira grande oportunidade de abrir o marcador. Incrível a forma displicente como o ataque leonino abordou este lance. O árbitro, Hugo Miguel, não queria ficar atrás e ia acompanhado a fraca prestação das equipas. J

orge Jesus percebeu, finalmente, a falha que tinha cometido na construção da equipa e fez recuar Bryan Ruiz para pegar no jogo. Exibição paupérrima da equipa leonina com, sérias, culpas para o técnico leonino. Aposta furada em Misic e com tantas ausências, é incrível, ter deixado Ristovski no banco. O jogo chegava empatado ao intervalo sem brilho, sem ideias, sem dinâmica e sem golos.

O Sporting volta a entrar na discussão da luta pelo título nacional
Fonte Sporting CP

A segunda parte começa com entrada forte da equipa do Chaves evidenciando as claras fraquezas do Sporting. Aos cinquenta e seis minutos, saída natural de Misic para a entrada de Bas Dost. Dois minutos depois e o gigante holandês no primeiro aviso para o que vinha a seguir. Aos sessenta e dois minutos, após jogada brilhante de Rúben Ribeiro, que, num cruzamento teleguiado, meteu a bola na cabeça do avançado leonino. Bas Dost não perdoou e dava vantagem aos leões.

A equipa ganhou confiança e em três minutos criou três claras ocasiões para fazer o segundo golo. Primeiro Ruiz a falhar na cara do guarda redes. Depois Battaglia, em posição privilegiada, a permitir o corte da defesa e, na sequência do canto, Coates atirou por cima da baliza de Ricardo. Era a melhor fase da equipa verde e branca com processos simples e rápidas saídas para o ataque. Setenta e sete minutos saía Montero para dar entrada a Palhinha. Jesus voltava a apostar no modelo inicial. Apenas um minuto depois da entrada do médio e o Chaves dispôs da melhor ocasião do encontro. Davidson passou por Patrício e rematou para grande corte de Battaglia em cima da linha de golo. Grande susto para os leões!

Quando o Chaves pressionava e encostava o Sporting às cordas, Battaglia, numa jogada de raça e de grande querer roubando a bola ao adversário e assistindo Bas Dost para fazer o vigésimo segundo golo no campeonato. Grande insistência do argentino que assistiu o gigante holandês para bisar na partida.

Noventa minutos e ao ritmo da fraca qualidade das arbitragens portuguesas, Hugo Miguel, decidiu inventar um penalti a favor da equipa casa. Falta inexistente com teatro cinco estrelas de Djavan. É inacreditável, mesmo com ajuda do VAR, Hugo Miguel decide errar em vez de recorrer à ajuda da tecnologia. Dos três minutos de compensação, ainda houve tempo para novamente Hugo Miguel ignorar uma falta clara para penalti sobre William. O jogo terminaria de seguida com vitória justa dos leões que só acordaram após o minuto sessenta. De realçar o bom jogo de Battaglia e Lumor e o instinto matador de Bas Dost.

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