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Esta rubrica tem servido essencialmente para jogadores que se destacaram pela carreira que tiveram no clube, pela sua performance técnica, pelo profissionalismo, mas essencialmente pelo comprometimento para com o Sporting, e por lutar sempre por elevar o mais alto possível o nome do clube.

Apesar de concordar que muitos foram os que efectivamente sentiram amor pelo clube e pela listada verde e branca, e ainda hoje falam do clube com enorme emoção e saudade, é perceptível que hoje em dia já não é possível manter essa ligação, essencialmente pelos interesses económicos que envolvem os jogadores. E isso não acontece essencialmente pelos jogadores mas por tudo o que os envolve como empresários, dirigentes e treinadores que recebem comissão, e o próprio negócio que envolve o futebol e é muito aliciante ou não tivéssemos constantemente milionários a investir no mesmo.

Se analisarmos bem o mercado do futebol, muitas vezes as transferências não são efectuadas pela meritocracia, mas pelos jogadores que pertencem a empresários ou grupos de empresários que melhor promovem os mesmos, e que mais clubes têm na sua esfera de influência. Isto quer dizer que não interessa que jogadores são transferidos desde que o sejam, porque o que efectivamente interessa é manter o mercado em movimento de forma a alavancar constantemente os valores a pagar pelos jogadores.

Antigamente, quando se jogava pela camisola e pelo clube, não apenas pela auto-promoção.
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Assim sendo, os jogadores mais não são que uma mercadoria e um joguete nas mãos desses grupos empresariais, muitas vezes de origem duvidosa.

Percebendo tudo isto, é normal que os jogadores não possam criar a ligação a um clube como acontecia antigamente, e mesmo que quisessem não os deixariam, ou deixariam mas facilmente seriam manietados e influenciados pelos milhões que lhes oferecem a cada mudança de clube.

A verdade é que o futebol, globalmente, terá sempre as suas lendas, os jogadores que se destacam de todos os outros, mas cada vez menos teremos lendas de clubes, principalmente clubes menos fortes financeiramente (como os portugueses), por não os conseguirem manter tempo suficiente para que possam ter esse rótulo.

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