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Findo o nosso jogo, que mais pareceu uma guerra, sinto uma necessidade extrema de te dar a conhecer um pouco mais do que é um clube menos “grande” que o teu. Talvez já te tenhas esquecido do que é andar por aqui, de dar a cara e todos os nossos sentidos por clubes como o FC Paços de Ferreira, mas se te esqueceste eu posso relembrar-te.

Queria expressar-te algumas coisas, que infelizmente não pude ontem porque tu estavas com demasiada azia para aceitar uma derrota. Ou então fui eu que percebi mal, e não deu para falarmos porque estarias à espera que o jogo tivesse mais meia hora.  Aquela primeira meia hora em que a tua equipa não entrou em campo… Estarias a pensar que ainda íamos com 60 minutos de jogo?

Tenho, ou talvez já não tenha, grande apreço por ti. Realmente, assumir as nossas fraquezas e até alguns erros, é algo tremendamente difícil. Chamar vergonha ao que se passou ontem no nosso estádio, é sem sombra de dúvida uma vergonha na medida em que demonstra uma total falta de apreço por cada jogador e adepto do clube que represento.

Talvez vocês tenham feito parte desta vergonha, como a apelidas, porque poderás eventualmente sentir vergonha em perder em casa do último. Será isso? Prefiro acreditar mais nessa premissa. Se calhar envergonha-te teres sido dominado, durante quase uma parte inteira, pelo anterior último classificado do nosso campeonato. Se calhar sentes vergonha por teres jogadores de milhões que entram em campo cientes e convencidos que tudo se resumirá à classe individual que possam ter, e menosprezam o outro lado da barricada.  E foi um pouco isso que também aconteceu ontem. Mas essa vergonha já tu não entendes como tal.

João Henriques, o homem que fez o que ainda ninguém havia feito: derrotar o FC Porto
Fonte: FC Paços de Ferreira

Denominar de “espetáculo horrível” aquilo que se passou no nosso fantástico estádio, é não querer ser sério. Vou talvez descrever-te um pouco do que se passou ontem, já que terás estado mais interessado em contar os segundos que a bola aguardava ser colocada em campo. Que grande exagero esses segundos e minutos de que falaste!

Primeiro, só dizer que vocês, e aqui coloco os três grandes no mesmo pote, como não entendem os clubes mais modestos, têm sempre pedras numa das mãos, prontas a ser atiradas. Se formos goleados levamos com pedras das mãos dos outros dois grandes porque “facilitámos”. Se fizemos para pontuar, se lutámos até à última gota, levamos com as pedras de quem connosco jogou. É tramado! Como é que vamos deixar de ser apedrejados?

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